TC valida cinco candidatos e rejeita a candidatura de Nino Monteiro às presidenciais
O Tribunal Constitucional confirmou cinco candidaturas às eleições presidenciais de 19 de julho de 2026: Miques Bonfim, Carlos Vila Nova, Nito D’Abreu, Eugénio Tiny e Jorge Bom Jesus. A candidatura de Domingos Monteiro, conhecido como Nino Monteiro, foi rejeitada. Com a validação definitiva dos candidatos, abre-se oficialmente o período que antecede a campanha eleitoral para a escolha do próximo Presidente da República.
Comissão política do MLSTP solicitou 48 horas para tomar uma posição definitiva sobre as eleições presidenciais
O Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP) adiou para os próximos dias a definição da sua posição oficial relativamente às eleições presidenciais. A decisão foi anunciada pelo presidente do partido, após uma reunião da Comissão Política realizada esta segunda-feira. Segundo o dirigente, os trabalhos não foram conclusivos, uma vez que os membros do órgão decidiram aprofundar a reflexão sobre questões internas do partido e o atual contexto nacional. A direção do partido deverá voltar a reunir-se na próxima quarta-feira, data em que é esperado o anúncio oficial da posição do MLSTP em relação às eleições presidenciais.
Nito Abreu apresenta oficialmente a sua candidatura assumindo como candidato que propõe nova era e reformas para São Tomé e Príncipe
O discurso apresenta uma visão de renovação política e institucional em São Tomé e Príncipe, destacando a necessidade de ultrapassar divisões partidárias para enfrentar uma crise estrutural do país. O orador defende que, apesar dos avanços democráticos desde a independência, o país não conseguiu transformar de forma consistente as condições de vida da população, devido a fragilidades na governação, na organização do Estado e na estratégia de desenvolvimento. Neste contexto, surge uma candidatura presidencial apresentada como um projeto de renovação geracional e transformação nacional, centrado na modernização do Estado, no fortalecimento das instituições e na criação de oportunidades para a juventude. O discurso propõe uma nova visão de presidência mais ativa e interventiva no plano moral e institucional, com foco na defesa da Constituição, na promoção da transparência e na construção de consensos nacionais. A estratégia apresentada assenta em cinco pilares principais: reforma institucional e ética do Estado, valorização da juventude, modernização económica, melhoria das condições sociais e reforço da posição internacional do país. Conclui com um apelo à união nacional, ao mérito e ao trabalho, defendendo que este é um momento de mudança coletiva e não de interesses individuais ou partidários.
Nino Monteiro formaliza a sua candidatura às presidenciais no Tribunal Constitucional
Nino Monteiro entregou esta quarta-feira, no Tribunal Constitucional, a candidatura às eleições presidenciais. O mandatário da candidatura afirma que o projeto nasce da vontade popular e apresenta como principais compromissos a mudança na forma de fazer política, a união nacional e a recuperação da esperança dos santomenses.
Ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus também concorre as presidenciais e promete uma presidência mais interventiva
O antigo primeiro-ministro são-tomense Jorge Bom Jesus apresentou oficialmente a sua candidatura às eleições presidenciais de 19 de julho, defendendo uma Presidência mais ativa, próxima dos cidadãos e aberta ao diálogo político. O candidato, que concorre como independente, anunciou igualmente a intenção de promover uma revisão constitucional e afirmou querer colocar a sua experiência política e governativa ao serviço de São Tomé e Príncipe.
Miques João pede indulto presidencial para o condenado no processo de 25 de Novembro
Miques João deslocou-se ao Palácio Presidencial para solicitar a intervenção do Presidente da República num dos processos judiciais mais mediáticos dos últimos anos em São Tomé e Príncipe. Em causa está o pedido de indulto presidencial para Lucas, condenado a 15 anos de prisão no âmbito do processo relacionado com os acontecimentos de 25 de novembro. A defesa considera que houve erro judicial e sustenta que o condenado está preso injustamente.