“Não podemos continuar a ser tratados como enteados na nossa própria terra” - Miques João Bonfim anuncia candidatura às Presidenciais em STP (2026)
O candidato presidencial Miques João Bonfim anunciou oficialmente a sua segunda participação nas eleições presidenciais de 2026 em São Tomé e Príncipe. Num discurso marcado por forte tom crítico, evocou a luta histórica pela independência nacional — incluindo o Massacre de Batepá — e acusou as elites governativas de corrupção, perseguições políticas e má gestão dos recursos públicos. Defendeu a juventude como motor do desenvolvimento e apelou à recuperação dos valores constitucionais e da dignidade do povo santomense.
Comissões Eleitorais Distritais tomam posse e reforçam compromisso com a democracia
A Comissão Eleitoral Nacional empossou, no dia 28 de fevereiro de 2026, os membros das Comissões Eleitorais Distritais, numa cerimónia realizada na sua sede, em São Tomé. Jeudiger Nascimento, Presidente da Comissão Eleitoral Nacional, destacou a importância da isenção, coragem e dedicação no processo eleitoral, reforçando o lema da campanha de atualização de dados: “Tua voz, tua vez, teu país”. Representantes distritais, como Inácio da Mata e Arminio Lopes, garantiram empenho na condução de eleições transparentes e inclusivas.
Após destituição controversa, Abinilde de Oliveira assume Presidência da Assembleia Nacional enquanto Celmira Sacramento contesta ilegalidade da sua destituição do cargo
A destituição da Presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, gerou forte debate político no Parlamento. Sacramento considera o ato ilegal e acusa um "golpe parlamentar", enquanto o novo Presidente da Assembleia, Abnildo Oliveira, promete diálogo, imparcialidade e respeito pelas instituições. Deputados de várias bancadas expressam preocupação com o impacto da crise na democracia e na governabilidade do país.
“Tudo o que somos começou em Batepá”: Presidente Presidente Carlos Vila Nova liga memória histórica aos desafios da democracia e pede maturidade democrática
No dia em que São Tomé e Príncipe assinala mais um aniversário do Massacre (73 anos) de Batepá, o Presidente da República, Carlos Vila Nova, destacou a importância histórica dos acontecimentos de 1953 na formação da consciência nacional. À margem das cerimónias, o Chefe de Estado comentou ainda a situação política interna, e a crise na Guiné-Bissau e tambem sobre a indicação do ex-primeiro-ministro são-tomense Patrício Trovoada como mediador da União Africana, Carlos Vila Nova esclareceu que São Tomé e Príncipe não foi consultado oficialmente e apelou a um processo inclusivo que permita o restabelecimento da normalidade democrática no país vizinho.
Partidos extraparlamentares concordam com calendário eleitoral apresentado pelo Chefe de Estado Carlos Vila Nova
O Presidente da República reuniu-se com partidos sem assento parlamentar MDFM representado pelo Moises Viegas, PCD representado pelo João Bonfim, CID-STP representado pelo Nelson Carvalho e o Vice-Presidente do UDD para apresentar o calendário eleitoral de 2026. Os partidos ouvidos manifestaram concordância geral com as datas propostas, defendendo o respeito pela legalidade e destacando a importância de garantir um processo eleitoral bem preparado. O calendário foi fixado pelo Decreto Presidencial n.º 02/2026, que marca a eleição presidencial para 19 de julho de 2026 e as eleições legislativas, regionais e autárquicas para 27 de setembro de 2026.
O Presidente da República reuniu-se com os partidos políticos com assento parlamentar para definir datas das eleições e a moção de censura do ADI mantém o clima de debate político
O Presidente da República, Carlos Vila Nova, reuniu-se com partidos políticos com assento parlamentar para discutir o calendário das eleições de 2026, num contexto marcado pelo debate em torno da moção de censura apresentada pelo ADI. O ADI defendeu a realização das eleições presidenciais em julho e das legislativas em setembro, reconhecendo que a moção de censura, embora legal, pode influenciar o calendário político, sobretudo no caso das legislativas. Outros partidos, como o MLSTP, MCI-PS/PUM, Movimento Basta e UMPP, manifestaram concordância geral com as datas propostas, mas sublinharam a necessidade de estabilidade, ponderação e respeito pela legalidade. Enquanto alguns partidos ainda irão analisar internamente a sua posição sobre a moção de censura, houve consenso quanto à importância de evitar crises políticas que prejudiquem o país num ano eleitoral. O calendário eleitoral foi oficialmente fixado pelo Decreto Presidencial n.º 02/2026, de 23 de janeiro de 2026, que marca a eleição presidencial para 19 de julho de 2026 e as eleições legislativas, regionais e autárquicas para 27 de setembro de 2026.