Água Casada pode tornar-se, nos próximos anos, o principal polo nacional de produção de energia solar. O projeto está enquadrado no Programa de Acesso à Energia Limpa e Sustentável e prevê a instalação de uma central com capacidade inicial de 11 megawatts, podendo atingir 30 megawatts.

Além da
central fotovoltaica, serão construídos novos postos de transformação, uma
linha de transmissão em circuito duplo e uma via de acesso com iluminação
pública.
“O Parque Solar de Água Casada é aquele que tem o maior potencial de transformação do setor elétrico nacional. Hoje lançamos um projeto estruturante, complexo, mas fundamental para garantir energia mais limpa e sustentável para o país.” Miguel Pita / Coordenador do Projecto AELS

O financiamento global do programa ronda os 55 milhões de dólares, sendo cerca de 11 milhões destinados a esta componente. O Banco Mundial considera o projeto um marco na transição energética de São Tomé e Príncipe.
“Esta iniciativa marca o início concreto da transição energética em São Tomé e Príncipe. Com 11 megawatts instalados, o país poderá reduzir significativamente as importações de diesel e aliviar a pressão sobre as contas públicas.” Sandro Trigueiros / Representante do Banco Mundial

O Ministro
das Infraestruturas reconheceu que o setor energético enfrenta dificuldades
estruturais, agravadas pela forte dependência do combustível importado. Segundo
o governante, o Parque Solar vai contribuir para reduzir custos e aumentar a
fiabilidade da rede elétrica nacional.
“Pretendemos mudar o paradigma energético do país. Este projeto é decisivo para reforçar a sustentabilidade financeira e ambiental do setor elétrico nacional.” Américo Ramos / Primeiro-Ministro

A cerimónia
acontece num momento crítico para o setor. Atualmente, a produção nacional ronda
os 12,8 megawatts, enquanto a procura atinge cerca de 16 a 17 megawatts,
criando um défice energético.
“Temos vários grupos geradores fora de serviço. Estamos a trabalhar intensamente para recuperar as máquinas. Pedimos à população que compreenda a situação e que não agrida os nossos funcionários, que estão a fazer o possível para resolver o problema.” Raul Cravid / Diretor da EMAE

O projeto contempla investimentos sociais, como lavandaria, balneário público, centro comunitário e formação de jovens. O poder local destacou o envolvimento da população no processo de reassentamento, considerado essencial para viabilizar a obra.

Com o lançamento do Parque Solar de Água Casada, o Governo aposta numa solução estrutural para enfrentar a crise energética, visando maior estabilidade no fornecimento e redução dos custos de produção.
Por: Varela Tavares
Imagem: TVS
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