×
Autoridades destroem rede de pesca ilegal para proteger recursos marinhos em STP

Uma rede de pesca apreendida pelas autoridades foi queimada esta tarde na Lixeira, em São Tomé. A ação é parte de um processo de fiscalização que decorre há cerca de quinze dias e visa impedir a entrada e utilização de equipamentos ilegais no setor das pescas.



“Eu sou o Alexander Ramos, inspetor marítimo da Direção das Pescas. Nós estamos a dar sequência a um processo que temos já trabalhado há 15 dias, que é no âmbito da rede de pesca.” ALEXANDER RAMOS Inspetor Marítimo da Direção das Pescas




Segundo a Direção das Pescas, o caso começou com uma notificação enviada pela Alfândega, após a detenção de uma rede suspeita que precisava de verificação técnica antes de ser autorizada para uso na atividade pesqueira.


“Recebemos uma notificação da Direção da Alfândega a informar que detectaram uma rede na Alfândega e que precisavam de um inspetor de pesca para ver se essa rede está conforme dentro da nossa legislação. 
O nosso regulamento de pesca é o 28 de 2012, que nos diz no artigo 34, linha 1, que a rede de pesca deve ter tamanho de malha cerca de 35 milímetros. A rede que nós vimos aqui hoje queimar, quando medimos, só tem 28 milímetros.” ALEXANDER RAMOS Inspetor Marítimo da Direção das Pescas




As autoridades sublinham que a utilização de redes com malha menor captura peixes ainda jovens e contribui para a diminuição dos recursos marinhos no país. A fiscalização envolve várias instituições do Estado, num esforço conjunto para combater práticas ilegais no setor das pescas.



“Queremos também agradecer a Direção da Alfândega, porque é um trabalho que queremos desenvolver para evitar que essas redes possam entrar em São Tomé. É um trabalho não só da Direção das Pescas, como da Alfândega, da Polícia Nacional, da Capitania e da Guarda Costeira. A Alfândega agora está informada que qualquer tipo desta rede nós podemos fazer a apreensão mesmo no porto ou até no aeroporto.” 
ALEXANDER RAMOS Inspetor Marítimo da Direção das Pescas



O objetivo é garantir uma exploração sustentável do mar e travar a destruição do habitat marinho.


“Essas redes têm estado a destruir o habitat do peixe em São Tomé e Príncipe e está muito complicado essa situação.” 
ALEXANDER RAMOS Inspetor Marítimo da Direção das Pescas


A Direção das Pescas reforça que a proteção dos recursos marinhos é uma responsabilidade coletiva e apela à colaboração de pescadores e da população para preservar o futuro da pesca no país.

 


Por: Varela Tavares

Imagem: TVS

GLEBA TV 2026