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Caos no Parlamento trava debate da moção de censura ao Governo de Américo Ramos

Uma sessão marcada para discutir a moção de censura ao XIX Governo Constitucional terminou em forte tensão política, troca de acusações e interrupção dos trabalhos na Assembleia Nacional. Deputados divergiram sobre a legalidade da suspensão da sessão e sobre quem detinha legitimidade para dar continuidade ao plenário.


Logo no início dos trabalhos, foi levantada uma questão prévia relacionada com a alegada incompatibilidade de funções de alguns deputados do ADI. Perante o impasse, a Presidente da Assembleia Nacional decidiu suspender a sessão, sem indicação clara do tempo de suspensão.



“O grupo parlamentar entende que, estando presente a maioria absoluta dos deputados, os trabalhos deviam continuar, sobretudo tratando-se de uma moção de censura cujo prazo legal termina hoje.”






Enquanto alguns deputados aguardavam a retoma dos trabalhos no plenário, a Conferência de Líderes reuniu-se e decidiu adiar a sessão para o dia seguinte neste caso hoje quarta-feira. Esta decisão foi contestada por outros parlamentares, que acusam a conferência de não ter competência para se sobrepor ao plenário soberano.


“Não é admissível que um país inteiro fique refém de decisões tomadas fora do plenário. O povo de São Tomé e Príncipe, a diáspora e o governo estavam à espera.” 
Levy Nazaré Deputado BASTA





No meio do clima de instabilidade, o Primeiro-Ministro defendeu o Governo Américo Ramos classificou a moção de censura como um ato de conflito interno dentro do próprio partido no poder, alertando para as consequências políticas e eleitorais.


“Não podemos trair a confiança que o povo depositou em nós. Derrubar um governo legítimo por lutas internas é um erro grave que o povo saberá julgar.” Américo Ramos – Primeiro-ministro





O chefe do Executivo rejeitou as acusações de má governação, negando escassez de produtos da cesta básica, defendendo as medidas tomadas nos setores da saúde, água e energia, e lembrando que o Executivo teve o seu programa e orçamento aprovados pelo Parlamento e validado pelo Tribunal Constitucional.



“As dificuldades são estruturais e antigas. Não se resolvem com demagogia, mas com responsabilidade e continuidade.” Américo Ramos – Primeiro-ministro




A situação degenerou em desordem no plenário, com acusações de invasão da sala e violação do regimento parlamentar. Alguns deputados falaram em falta de respeito às instituições e pediram consequências disciplinares.

Deputado



“O que se passou aqui hoje é grave e não dignifica a Assembleia Nacional nem o Estado de direito democrático.” 
Arlindo Barbosa  Vice-presidente da Assembleia Nacional




Já a bancada do ADI defendeu que a decisão de suspender os trabalhos foi tomada em consenso na Conferência de Líderes e que a continuação da sessão sem a Presidente da Assembleia não respeitou o acordo alcançado.


Deputado do ADI
“Ficou acordado que os trabalhos seriam retomados amanhã. Fomos surpreendidos por decisões que não respeitam esse entendimento.” 
Nito de Abreu Deputado ADI




Com os trabalhos suspensos, a discussão da moção de censura fica agora envolta em incerteza jurídica e política. A poucos meses das eleições legislativas, o episódio expõe divisões profundas no seio do Parlamento e levanta preocupações sobre a estabilidade institucional do país a sessão que está prevista a ser retomada está quarta-feira às 09 horas da manhã.


Por: Varela Tavares

Imagem: TVS
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