O Governo santomense voltou a destacar o papel estratégico da cooperação portuguesa, considerada a principal parceria bilateral do país, sobretudo no domínio da saúde.

Durante a intervenção, o representante do Governo sublinhou
o reconhecimento pelo apoio contínuo de Portugal:
“O governo aprecia muito a cooperação portuguesa, que é a principal cooperação em termos bilaterais que nós temos.” Celso Matos Ministro da Saúde
O responsável reforçou ainda a relevância dessa parceria,
com especial incidência no setor da saúde:
“Agradecemos todo o apoio que Portugal nos concede, sobretudo no campo da saúde, que eu acho que é onde mais essa cooperação com Portugal se põe em evidência.”
O encontro contou com a presença de quadros e diretores da
saúde, numa oportunidade considerada crucial para alinhamento estratégico e
partilha de informações:
“Só com a nossa participação, os nossos diretores, é que se pode fazer uma melhor planificação das atividades que nós realmente precisamos.” Celso Matos Ministro da Saúde

Ao longo dos anos, o projeto de cooperação evoluiu,
passando de um foco na atenção primária para cuidados mais especializados. No
entanto, persistem desafios importantes:
“Hoje temos muitas doenças não transmissíveis (…) embora ainda continuamos a enfrentar as doenças infecciosas.” Celso Matos Ministro da Saúde
Outro ponto destacado foi a necessidade urgente de reforçar
os recursos humanos e investir na transferência de competências:
“Temos que trabalhar seriamente nesta transferência de capacidade (…) para nós começarmos a ter nossa capacidade de poder dar resposta aqui no país.”

Atualmente, muitos casos graves ainda dependem de evacuação
para Portugal, o que levanta desafios logísticos e humanos:
“Portugal é o país que mais nos apoia para os casos mais graves (…) muitas cirurgias que ainda nós não temos capacidade de realizar.” Celso Matos Ministro da Saúde
O Governo reconhece também as dificuldades enfrentadas pelos pacientes deslocados no exterior: “As pessoas que estão deslocadas do seu habitat enfrentam situações dificilíssimas.”
Como solução, foi reforçada a necessidade de investir na autonomia do sistema de saúde nacional, garantindo maior capacidade de resposta interna.
O encontro terminou com um apelo ao diálogo construtivo e ao reforço da cooperação:
“Espero que esta atividade decorra num bom clima, que haja um debate franco
e que se possa (…) encontrar a melhor via de nós continuarmos nesta
cooperação.” Celso Matos Ministro da Saúde

O Governo acredita que o reforço da cooperação, aliado ao investimento na
formação e infraestruturas, será determinante para melhorar o sistema de saúde
e reduzir a dependência externa.
Por: Ednel Abreu
Imagem: Eriquison Tavares
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