Durante a tradicional cerimónia de cumprimentos de Ano Novo ao Presidente da República, dirigentes políticos destacaram que 2026 será um ano decisivo para o país.
O MLSTP desejou sabedoria ao Chefe de Estado para conduzir os processos eleitorais com tranquilidade.
“Este é um ano de grandes desafios. Teremos quatro eleições e desejamos que, com muita sabedoria, o Presidente da República ajude a conduzir todo esse processo com paz, estabilidade e tranquilidade, que o país precisa”, Américo Barros Presidente do MLSTP
Questionado sobre o discurso de fim de ano do Presidente da República, o responsável político considerou-o técnico, mas fez um retrato preocupante da situação nacional:
“O
MLSTP deixou claro no balanço que fez da nação que a situação económica e
social do país não vai bem. As coisas vão muito mal e o povo terá que saber
fazer um balanço e enviar um novo sinal para São Tomé e Príncipe.” Américo Barros

Sobre
alegadas tensões internas no partido, garantiu que o diálogo está em curso:
“Internamente
já estamos a ultrapassar isto com diálogo. Tivemos um primeiro encontro e
teremos outros para ultrapassar estes constrangimentos. Não há
qualquer possibilidade, nem estatutariamente, nem por via de militantes de
base.” Américo Barros
No setor da Defesa, um responsável militar comentou as críticas em torno da sua nomeação e a atual ausência de chefias efetivas nas Forças Armadas.
“A minha nomeação não é por voto, é por escolha de Sua Excelência o Presidente da República. Sou um trabalhador, um homem de mangas arregaçadas.” Virgílio Sousa Pontes Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de STP
Apesar da falta de comandos definitivos, garantiu um ambiente calmo nos quartéis:
“A
instituição está sem chefias efetivas, mas vive um clima suave e bom, talvez nunca esperado.” Virgílio Sousa Pontes

O Primeiro-Ministro Américo Ramos reagiu às críticas e a publicação de um comunicado por parte do ADI sobre a violação da constituição política, de acordo com a presença em São Tomé nos dias 3 e 5 de janeiro do navio de assalto anfíbio da marinha de guerra da Rússia, o PM esclarecendo que:
“O acordo foi assinado, o Governo deu continuidade e, no tempo certo, comunicou à Assembleia Nacional.” Américo Ramos Primeiro-Ministro

Sobre a
crise energética, o PM reconheceu dificuldades, mas apelou à compreensão e explicou ainda o atraso na chegada de geradores:
“A
questão energética não vem de hoje. Estamos a fazer reformas. Estamos numa ilha
e a logística não depende apenas de nós. Os geradores
chegaram ao Porto do Lobito, mas a frequência dos navios não permitiu que
chegassem a tempo.” Américo Ramos
Quanto à polémica sobre o aumento da dívida, e a estabilidade política que da sustentação parlamentar do Governo em 2026, Américo Ramos foi direto:
“Não
se trata de dívida contraída por este governo, mas do serviço da dívida
contraída no passado, cujo pagamento se intensificou agora. O
nosso mandato termina em 2026. Estamos a governar e faremos tudo para continuar
até ao fim.” Américo Ramos Primeiro-Ministro
O ministro da Agricultura Pescas e desenvolvimento Rural Nilton Garrido confirmou o que teria divulgado nas suas ultimas declarações os avanços no setor das pescas, com foco na sustentabilidade:
“Estamos
a fazer a transição da pesca artesanal para embarcações de maior capacidade e,
no primeiro trimestre, o país deverá receber duas embarcações de pesca
semi-industriais.” Nilton Garrido Ministro APDR

As
declarações refletem um início de ano marcado por expectativas, tensões políticas e promessas de
reformas, num contexto em que a estabilidade institucional e
social será posta à prova ao longo de 2026.
Jornalista: Ednel Abreu
Imagem: TVS
GLEBA TV 2026


