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São Tomé, 06 de fevereiro de 2026 – A Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família formalizou, em conferência de imprensa, a campanha de atualização e expansão do Cadastro Social Único (CSU), uma ferramenta essencial para o desenho e implementação de políticas sociais no país.



 

Núria de Ceita, diretora da Proteção Social e coordenadora nacional do CSU, explicou que o Cadastro Social Único é uma base de dados nacional que reúne informações socioeconômicas sobre os residentes em São Tomé e Príncipe. Instituído pelo Decreto-Lei n.º 3/2023, o instrumento prevê atualizações bienais e serve como base para identificar famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade – seja permanente ou temporária –, facilitando a entrega direcionada de apoios sociais.

 

“O CSU permite focalizar os recursos onde mais são necessários, mitigando situações de pobreza e exclusão. É uma ferramenta nacional, disponível para qualquer instituição do Estado, ONGs ou projetos sociais, sempre com garantia de proteção dos dados pessoais”, destacou Núria de Ceita.

 



A campanha atual, que abrange o primeiro trimestre de 2026 (com possibilidade de extensão), prevê:

 

- Atualizar os dados dos cerca de 8 mil agregados familiares já registados (mais de 30 mil indivíduos);

- Expandir o cadastro em mais de 50%, adicionando pelo menos 4 mil novos agregados, para um total de 12 mil famílias;

- Priorizar grupos vulneráveis, incluindo pessoas com deficiência, idosos, mães solos e residentes em áreas suscetíveis a desastres naturais (como inundações ou secas).

 

Elsa Lombar, oficial de pagamentos do projeto, e outro representante reforçaram a importância da adesão da população. “O Cadastro Social Único é a forma de o Estado conhecer as reais necessidades das famílias. Quem não estiver registado corre o risco de ficar invisível para os programas de apoio. Apelamos a todos para abraçarem este exercício – é uma oportunidade de dizer: ‘Aqui estamos, com estas vulnerabilidades’”, apelou um dos oradores.

 



O CSU demonstra versatilidade prática: permite ao Ministério da Saúde mapear doenças crônicas por localidade, idade e sexo; à Educação dimensionar a necessidade de escolas e recursos pedagógicos; e a outras entidades identificar públicos-alvo para iniciativas de inclusão e justiça social.

 

A campanha conta com apoio internacional (como do Banco Mundial em fases anteriores) e enfatiza a interoperabilidade entre sistemas estatais, garantindo que os dados sensíveis sejam partilhados apenas para fins de políticas públicas e benefícios sociais.



 

A Direção da Proteção Social convida a população a participar ativamente, colaborando com as equipas de recenseamento que percorrerão o território nacional, incluindo a ilha do Príncipe. Manter os dados atualizados é fundamental para que “ninguém fique para trás”, contribuindo para um país mais justo e solidário.

 

Para mais informações, contacte a Direção da Proteção Social, Solidariedade e Família.



Por: Ednel Abreu

Imagem Siclay Abril

GLEBA TV 2'26