Pela primeira vez na história da Comunicação Social santomense, jornalistas recebem a carteira profissional, um instrumento que passa a regular o acesso e o exercício da profissão no país.
“É a primeira vez na história da
comunicação social santomense que se atribui carteira profissional aos
jornalistas. Isso faz parte de um processo, porque, como sabemos, em muitas
profissões é necessário um documento que identifique alguém preparado
para o exercício da função, e o jornalismo também está inserido
nessas profissões. Teotónio Mimeses | Presidente da CCPJ STP

Segundo a comissão, o processo enfrentou várias dificuldades, sobretudo
financeiras e materiais, mas foi possível avançar com a atribuição das
primeiras carteiras solicitadas.
“Foi criada há três anos uma
comissão para a elaboração e atribuição da carteira profissional. Ela teve
muitas dificuldades, mas chegamos a um patamar em que
conseguimos, pela primeira vez, fazer a entrega das primeiras carteiras." Teotónio Mimezes | Presidente da CCPJ STP
O regulamento define critérios claros para a obtenção do documento, incluindo
formação mínima, anos de serviço e níveis profissionais. A carteira tem
validade de três anos e é renovável.
“Em princípio, a pessoa
deverá ter uma formação em jornalismo, no mínimo de três anos, ou
formações de curta duração que permitam atingir o décimo segundo
ano. Os níveis atribuídos dependem da formação e dos anos de
serviço.” Teotónio Mimezes | Presidente da CCPJ STP
A comissão esclarece ainda que existem incompatibilidades no exercício da profissão, como a acumulação de funções jornalísticas com cargos de assessoria política.
Quem exerce funções incompatíveis pode ter a carteira, mas não pode exercer o jornalismo enquanto estiver nessas funções. A pessoa terá que optar.” Teotónio Mimezes | Presidente da CCPJ STP
Para os profissionais, a carteira representa dignidade, reconhecimento e
melhores condições de trabalho.
“É algo merecido para os jornalistas
santomenses. Vem trazer maior dignidade e nós prometemos
fazer bom uso, representando sempre o país, dentro e
fora, já que a carteira tem valência internacional.” Alexander Martins | JORNALISTA

O jornalista recorda situações em que foi impedida de trabalhar por não possuir
o documento.
“Fomos impedidos de subir a bordo de um cruzeiro porque exigiram a carteira profissional. Com esta carteira, creio que isso estará ultrapassado. Alexander Martins | JORNALISTA
Para representantes da classe, o documento ajuda a distinguir quem é, de facto,
jornalista profissional.
“Este documento valoriza, responsabiliza e permite distinguir quem são realmente os jornalistas, garantindo mais qualidade e credibilidade à informação em São Tomé e Príncipe.” Américo Ramos Primeiro Ministro

Com a entrega das primeiras carteiras profissionais, a comissão espera dar início
a um processo de reorganização e valorização do jornalismo no país, reforçando
a ética, a responsabilidade e a confiança do público na informação.
Por: Ednel Abreu
Imagem: TVS
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