A Marcha da Liberdade realizou-se este ano com uma adesão expressiva, reunindo uma multidão maioritariamente jovem, que percorreu as ruas da cidade desde a Praça da Independência, num ambiente marcado por alegria, patriotismo e consciência cívica. O evento teve como objetivo principal homenagear os heróis nacionais e reforçar os valores da liberdade, da união e do amor à pátria.
Entre os participantes, o entusiasmo era visível. Selma Brito, uma das jovens presentes, descreveu a experiência de forma espontânea:
“Estou a gostar, é uma ótima marcha. Estou a marchar, estou a sentir-me leve. Para o próximo ano, vou vir de novo.” Selma Brito
Para muitos, esta foi a primeira experiência na Marcha da Liberdade. É o caso de João Afonso, que percorreu todo o trajeto até ao fim:
“Está a decorrer bem e estou a gostar muito. É o meu primeiro ano nessa marcha e espero que outras pessoas que estão a ver este vídeo venham também no próximo ano.” João Afonso
A dimensão da mobilização superou as expectativas da organização. Segundo o Diretor do Instituto da juventude, o investimento em comunicação foi determinante para o sucesso:
“Superou, com certeza, todas as nossas expectativas. Temos muitos jovens aqui a marchar. É um sentimento de dever cumprido. Os jovens demonstraram que amam este país e estão aqui para honrar os heróis que resistiram ao colonialismo, permitindo que em 1975 conhecêssemos a liberdade.” Calisto do Nascimento Diretor do Instituto da Juventude
Embora não haja dados exatos, a estimativa aponta para um número bastante elevado de participantes:
“Acredito que temos muito mais de dez mil pessoas nesta marcha”, afirmou Calisto do Nascimento Diretor do Instituto da Juventude
Outros participantes, como Celso das Neves, resumiram o momento com simplicidade:
“A marcha está a correr bem. Eu gosto de marcha, sempre.”
A presença de membros do Governo reforçou o peso simbólico do evento. A Ministra da Justiça destacou o envolvimento da juventude:
“É um sentimento de muita alegria, muita paixão e envolvimento. Vê-se muita juventude. É uma demonstração clara de que o país não esquece os seus heróis.” Vera Cravid Ministra da Justiça
Já Moisés Viegas apelou à união nacional, num momento em que o país vive debates políticos intensos:
“Esta é a Marcha da Liberdade. O povo está aqui a demonstrar que somos um povo livre. O apelo é à união, porque a divisão não resolve os problemas de São Tomé e Príncipe.” Moisés Viegas / PR MDLF
A marcha também foi usada como plataforma de sensibilização ambiental. A Ministra da Juventude, Ambiente e Juventude deixou uma mensagem direta aos jovens:
“Não desistam do vosso país, o país é nosso. Continuem a trabalhar em nome do país.” Nilda da Mata / Ministra da Ambiente Juventude
Sobre a campanha “Zero Plástico”, visível através de camisolas distribuídas durante o evento, a ministra reforçou:
“Aproveitamos este momento para passar a mensagem. Todos nós devemos contribuir para combater a poluição do plástico.” Nilda da Mata / Ministra da Ambiente Juventude
A Marcha da Liberdade encerrou-se num clima de festa, música e consciência coletiva, reafirmando-se como um dos momentos mais simbólicos de mobilização juvenil, memória histórica e esperança no futuro de São Tomé e Príncipe.
IMAGEM: Siclay Abril
GLEBA TV 2026