O sindicato dos trabalhadores da EMAE veio a público, para esclarecer informações que circularam sobre uma eventual greve em resposta à crise energética. Segundo a direção sindical, a paralisação nunca foi uma decisão tomada, mas apenas um mecanismo legal que poderia ser acionado caso não houvesse respostas das autoridades competentes.
"Depois de termos comunicado ao país a nossa posição sobre a crise energética, ficou vinculada a ideia de que o sindicato iria parar. Isso não corresponde à verdade", afirmou um dos representantes. "Nós dissemos apenas que iríamos abrir um mecanismo legal e que, se nada fosse feito, esse recurso poderia ser utilizado", explicou. Adélcio Costa | Secretário-Geral do Sindicato.

A direção reconheceu que, após o posicionamento público do sindicato, houve reações por parte do governo. "Percebemos diligência e prontidão. As respostas chegaram antes do final do mês, como havia sido inicialmente anunciado, e isso merece ser reconhecido", declarou, acrescentando que o objetivo da entidade é incentivar para que as medidas em curso permitam ultrapassar a crise no menor tempo possível.
Durante a intervenção, o sindicato fez questão de afastar qualquer leitura política das suas ações. "Não estamos a serviço de nenhum partido político. Estamos a serviço da nação", sublinhou o dirigente, reforçando que a missão da organização é exclusivamente a defesa dos trabalhadores e do interesse público.
Um dos pontos mais destacados foi a preocupação com a segurança dos profissionais do setor energético. De acordo com o sindicato, a crise tem provocado situações de tensão no terreno. "Temos registado ameaças, tentativas de agressão e vandalismo em várias localidades. A integridade física dos nossos trabalhadores é a nossa primeira prioridade", alertou. Adélcio Costa | Secretário-Geral do Sindicato.

Nesse
sentido, a entidade apelou diretamente à população. "Pedimos calma. A
agressão aos técnicos e aos trabalhadores do setor não resolve o problema.
Todos estamos a sofrer com esta crise e só juntos conseguiremos
superá-la", afirmou questionado
sobre a chegada e a instalação de geradores, o sindicato esclareceu que não
dispõe de informações técnicas detalhadas. "Essa matéria é da competência
das direções técnicas. O sindicato não foi informado sobre capacidades ou
procedimentos de instalação", disse o representante, frisando que a
entidade se posiciona sempre que identifica riscos ou falhas que afetem os
trabalhadores.

Apesar das limitações de informação, o sindicato garantiu que continuará atento e que recorrerá a todos os instrumentos previstos na lei laboral sempre que necessário. "Independentemente de governo, ministério ou ministro, nós usaremos os direitos que a lei nos garante para proteger os trabalhadores", assegurou.

No encerramento da intervenção, a direção reiterou que o principal objetivo é a normalização do fornecimento de energia. "Queremos energia, queremos luz. A escuridão não pode fazer parte do desenvolvimento do país nem do futuro da nossa nação", concluiu, Adélcio Costa | Secretário-Geral do Sindicato apelando a uma postura responsável e colaborativa de todos os setores da sociedade.
Por: Varela Tavares
Imagem: TVS
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