O Partido da Convergência Democrática (PCD) manifestou forte repúdio face aos recentes acontecimentos registados na Assembleia Nacional, onde deputados se envolveram em atos de violência física, incluindo agressões com recurso a pedras. A posição foi tornada pública pelo presidente do partido, João Bonfim, durante uma conferência de imprensa convocada para abordar a situação.
Segundo João Bonfim, os atos verificados representam uma grave degradação da prática política e não podem, em circunstância alguma, ser aceites como forma de resolução de conflitos. “O PCD rejeita totalmente o recurso à violência na política, seja ela individual, coletiva ou institucional”, afirmou, sublinhando que o poder político deve existir para responder às necessidades da sociedade e não para a defesa de interesses ou privilégios pessoais.

O líder do PCD criticou duramente o comportamento de deputados envolvidos nos incidentes, considerando deplorável tanto o lançamento de uma pedra contra um colega parlamentar (Delfim Neves) como a atitude de um deputado que, segundo relatou, escalou uma vedação em protesto. Para o partido, tais comportamentos não prestigiam a Assembleia Nacional, órgão soberano eleito pelo povo, e contribuem para um clima de instabilidade desnecessária no país.
João Bonfim alertou ainda para as consequências diretas desse ambiente de tensão na economia nacional. “O país precisa de tranquilidade. Os empresários, empreendedores e negociantes necessitam de serenidade para que os negócios fluam com naturalidade”, destacou, lembrando que é a dinâmica económica que gera receitas para o Estado responder às necessidades básicas da população, como saúde, educação e infraestruturas.
Num apelo direto, o presidente do PCD pediu maior contenção ao partido ADI, que, segundo afirmou, tem demonstrado excesso de exaltação nos últimos tempos, incentivando um clima de crispação social de acordo com a declaração do líder politico. O dirigente defendeu que todas as forças políticas devem contribuir para a promoção da paz social, especialmente num contexto pré-eleitoral.
O PCD recordou que o país se prepara para eleições ainda este ano, processo que permitirá a reconfiguração do Parlamento. Nesse sentido, João Bonfim sublinhou que a democracia implica aceitar os resultados eleitorais, tanto para quem vence como para quem passa à oposição, defendendo que os partidos devem aperfeiçoar continuamente os seus programas e propostas em respeito pelas regras
POR: VARELA TAVARES
IMAGEM: SICLAY ABRIL
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