×

A Polícia Judiciária (PJ) confirmou a detenção, no passado domingo, de Stigen Magnus Carlsson, cidadão sueco de 62 anos, sobre quem pendia um mandado de detenção internacional. De acordo com o diretor da PJ, o alerta foi recebido no dia 20 de fevereiro, através do Gabinete Central Nacional da Interpol.


“No passado dia 20 de fevereiro, pelas oito horas, recebemos através do BCN um pedido de colaboração das autoridades suecas, informando que pendia contra o cidadão um mandado de detenção com eficácia internacional, inserido no sistema da Interpol”, explicou. Domilizio Matos / Diretor da Policia Judiciaria STP 




Segundo as autoridades suecas, havia indícios de que o suspeito se encontrava em território nacional, motivo pelo qual foi solicitada a colaboração das autoridades são-tomenses para confirmar a informação e proceder ao cumprimento do mandado.

Os crimes imputados incluem ofensas corporais graves, detenção e uso de armas proibidas e violação sexual grave, alegadamente cometidos na Suécia.


“Contrariamente ao que foi especulado por alguns órgãos de comunicação social, foram estes — e não outros — os crimes que fundamentaram o pedido de cooperação”, esclareceu o responsável. Domilizio Matos / Diretor da Policia Judiciaria STP 






Operação conduzida por autoridades nacionais


Após a confirmação da presença do suspeito no país, a PJ localizou-o numa unidade hoteleira na Ilha do Príncipe, onde foi montada uma operação de monitorização que culminou com a detenção. O responsável fez questão de sublinhar que toda a operação foi conduzida por autoridades nacionais.



“As diligências foram integralmente realizadas pela Polícia Judiciária de São Tomé e Príncipe, em observância ao princípio da soberania nacional. Não houve intervenção de qualquer autoridade estrangeira no território nacional”, afirmou. Domilizio Matos 


A operação contou com a colaboração da Polícia Nacional, da delegação regional do Príncipe e da Procuradoria-Geral da República.


Passaporte diplomático apreendido


Durante a detenção, foi apreendido um passaporte diplomático emitido pelas autoridades são-tomenses. Segundo a PJ, o cidadão havia exercido funções como conselheiro de um órgão de soberania, mas já se encontrava exonerado antes do pedido de cooperação internacional.


“No momento da detenção, o indivíduo fazia-se acompanhar de um passaporte diplomático, que foi apreendido e entregue ao Ministério Público”, confirmou. Domilizio Matos 



Questionado sobre a data de entrada do suspeito no país e se teria utilizado o passaporte diplomático, o responsável afirmou não dispor dessa informação.


“A data precisa de entrada não podemos precisar. Tomámos conhecimento da situação apenas no dia 20, quando recebemos o alerta através da Interpol.”


Além do documento diplomático, foram apreendidos materiais informáticos e objetos pessoais.


Detenção para efeitos de extradição


A PJ esclareceu que a detenção é temporária e visa exclusivamente o processo de extradição.


“Alertar que esta é uma detenção temporária para efeitos de extradição. São Tomé e Príncipe não é competente para julgar ou executar pena relativa a factos praticados fora do território nacional”, explicou. Domilizio Matos



O detido foi apresentado ao Ministério Público, entidade responsável por promover os trâmites legais junto do Supremo Tribunal de Justiça. Sobre eventuais investigações internas relacionadas com o caso, a PJ foi categórica:


“Em momento nenhum há indícios que justifiquem a abertura de investigação local. A Polícia Judiciária limitou-se ao cumprimento integral do mandato internacional.” Domilizio Matos / Diretor da Policia Judiciaria STP 






A instituição reafirmou o seu compromisso com a legalidade e com a cooperação policial internacional no combate ao crime transnacional.




POR: Varela Tavares

Imagem: TVS

GLEBA TV 2026