
O sistema educativo santomense dá mais um passo rumo à inclusão. Professores do ensino básico participam numa ação de formação promovida pelo Ministério da Educação, através da Direção de Educação Especial, em parceria com o projeto ERGS. A formação responde à necessidade de capacitar os docentes para identificar e acompanhar alunos com necessidades educativas específicas.
ANA MARIA VERA CRUZ
Diretora de Educação Especial em São Tomé e Príncipe
> "É uma formação que foi solicitada ao nosso parceiro, o ERGS, pelo facto de haver aquela necessidade sentida pelo Ministério da Educação de envolver os professores mais em questões relacionadas com a educação especial. O sistema está virado para a inclusão, e isso significa ter atenção a todos os alunos, sobretudo àqueles que apresentam problemas específicos."

Segundo a responsável, a formação não beneficia apenas crianças com deficiência ou necessidades especiais. O objetivo é preparar os professores para compreenderem melhor a diversidade existente nas salas de aula e oferecer um acompanhamento mais adequado a todos os estudantes.
ANA MARIA VERA CRUZ
> "Quando um docente trabalha com crianças, deve ter uma visão global da turma. Esta formação ajuda também a atender outras particularidades de alguns alunos que, independentemente de terem uma deficiência ou outro problema, necessitam de um atendimento mais individualizado. Falamos de educação para todos."
A formação integra o eixo de capacitação contínua de professores desenvolvido pelo projeto ERGS e aborda temas considerados prioritários para a realidade educativa do país.
MARIA JOSÉ RODRIGUES
Coordenadora do Eixo 3 do Projeto ERGS
> "A formação enquadra-se no eixo três, dedicado à formação contínua de professores do ensino básico. Estamos a trabalhar dois módulos sobre défice de atenção e hiperatividade e autismo, temáticas extremamente relevantes para a educação especial e inclusiva em São Tomé e Príncipe."

Os conteúdos foram definidos em articulação com o Gabinete de Educação Especial e procuram fortalecer a capacidade dos docentes para promover uma escola onde todas as crianças e jovens tenham oportunidades iguais de aprendizagem.
MARIA JOSÉ RODRIGUES
> "Esperamos que esta formação contribua para que todas as crianças e jovens de São Tomé sejam incluídos na escola e para que possamos ter uma educação cada vez mais inclusiva."
Nesta fase, a iniciativa reúne dois grupos de 25 formandos. Cada módulo tem a duração de oito horas e faz parte de um programa contínuo de formação de professores implementado pelo projeto ERGS em colaboração com o Ministério da Educação.
MARIA JOSÉ RODRIGUES
> "A formação é destinada a dois grupos de formadores, cada um com vinte e cinco participantes. Cada módulo tem a duração de oito horas e integra um conjunto de formações que têm vindo a ser desenvolvidas ao longo do tempo."
Com esta ação, o Ministério da Educação e o projeto ERGS reafirmam o compromisso de fortalecer as competências dos professores e promover um ensino mais inclusivo, garantindo que todas as crianças, independentemente das suas necessidades, encontrem na escola um espaço de aprendizagem, participação e igualdade de oportunidades.