O Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural realizou uma visita de acompanhamento às ações do projeto “Nossa Terra, Nosso Futuro”, que iniciou em setembro e tem término previsto para junho de 2026.

A primeira paragem foi na cooperativa CEPIBA de foi construída uma vedação de 400 metros, num investimento entre 20 e 25 mil euros. A infraestrutura visa proteger o centro de processamento e garantir a qualidade da pimenta exportada, reforçando a imagem de São Tomé e Príncipe no mercado internacional.

O projeto também está a apoiar a implementação da certificação HCCP, essencial para melhorar os padrões de higiene e controlo de qualidade, permitindo maior valorização do produto no exterior.
Durante a visita, o ministro destacou a importância da certificação:
“Com o certificado HCCP, a CEPIBA terá um valor agregado ao seu produto, reforçando a qualidade da pimenta exportada e melhorando as condições de negociação no mercado internacional.”

Na localidade de Ocatapé, foi instalado um viveiro com 750 sementes de coco melhorado, provenientes do Gana, no âmbito de uma parceria iniciada ainda no projeto PAFai. Ao todo, o país recebeu 14 mil sementes de sete variedades (cinco de água e duas de óleo). Estão igualmente instalados 26 viveiros nas ilhas de São Tomé e Príncipe, com acompanhamento técnico contínuo.
O objetivo é criar, em Água Casada, um banco de germoplasma para multiplicação futura das variedades e reforço da fileira do coco.

A visita terminou em Água Izé, onde está em curso a criação da Rota do Cacau da Zona Sul, em parceria com a associação local e a empresa CK511. O projeto contempla a formação de 15 guias turísticos e intervenções técnicas em parcelas agrícolas, proporcionando uma nova fonte de rendimento aos produtores.
“Pensamos que, no futuro próximo, Água Izé poderá tornar-se uma pequena vila turística, com um percurso estruturado e serviços que criarão oportunidades de emprego para os jovens.”

Embora o projeto não contemple a reabilitação de edifícios coloniais existentes na zona, os guias receberão formação para contextualizar historicamente os visitantes.
Rosley Glória dos Anjos, presidente da Associação da Rota de Cacau de Qualidade de Água Izé, destacou Segundo o responsável, nesta primeira fase estão envolvidos 15 participantes, com perspectiva de crescimento do número de beneficiários.
“É uma rota muito boa, porque dá a conhecer a diversidade dos produtos que temos, para além dos frutos, da nossa fauna e flora. O mundo inteiro poderá conhecer a nossa floresta.”
Rosley Glória dos Anjos

Com cinco meses de execução, o projeto “Nossa Terra, Nosso Futuro” demonstra impacto nas áreas da produção agrícola, capacitação institucional e promoção do turismo rural.

A iniciativa aposta na valorização das cadeias produtivas da pimenta,
coco e cacau, criando novas oportunidades económicas para as comunidades locais
e reforçando o desenvolvimento sustentável em São Tomé e Príncipe.