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São Tomé aposta na inteligência artificial para modernizar a administração pública


A iniciativa, considerada estratégica, reúne vários ministérios com o objetivo de preparar o país para os desafios e oportunidades da era digital. Durante a sessão, representantes do PNUD destacaram que a inteligência artificial já não é uma questão de futuro, mas sim uma realidade que exige adaptação imediata.


“Quando falamos de inovação digital, é mais importante pensar em transformação como um conceito.”


A formação aposta numa visão mais ampla, defendendo que a digitalização deve ser encarada de forma integrada e não apenas como adoção de novas ferramentas.

O programa aborda temas fundamentais como infraestrutura digital, uso de dados e cooperação institucional. Os organizadores sublinham que os dados são a base para qualquer sistema de inteligência artificial, tornando essencial uma articulação eficaz entre os diferentes ministérios.


“Mais que interoperar a data, é importante que interoperemos institucionalmente.”


Além da componente técnica, a formação dá também ênfase à ética, governança, proteção de dados e inclusão social, com o objetivo de garantir que a transformação digital beneficie toda a população, sem deixar ninguém para trás.


“É um curso focado na ética, na governança, na proteção de dados e na mitigação de riscos.”


Para o PNUD, esta capacitação representa uma oportunidade única para melhorar a eficiência dos serviços públicos e ultrapassar limitações estruturais do país. A forte adesão dos participantes, com a sala completamente cheia, é vista como sinal do compromisso do governo com a modernização.

Ainda assim, os especialistas alertam que a tecnologia, por si só, não garante transformação efetiva.


“Precisamos de políticas públicas, liderança e proteção dos direitos dos cidadãos.”


A colaboração entre o governo e o PNUD teve início em 2025, no âmbito do Relatório de Desenvolvimento Humano focado na era da inteligência artificial. A pedido do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foram lançadas ações de capacitação que agora se estendem também a estudantes universitários.


O objetivo é reforçar as capacidades nacionais e permitir que São Tomé e Príncipe lidere a sua própria transformação digital, com impacto direto na qualidade de vida dos cidadãos.

A médio prazo, espera-se que a digitalização e a inteligência artificial contribuam para serviços públicos mais eficientes, transparentes e inclusivos, marcando uma nova etapa no desenvolvimento do país.