Filhos e familiares recitaram passagens de livros e poemas que refletiam a sensibilidade e profundidade da obra de Costa Alegre. Um gesto simbólico para homenagear a sua vida e sua mente criativa.

As suas palavras educaram gerações, despertaram vocações e conferiram dignidade à literatura são-tomense. Com o seu desaparecimento, o país perde uma voz intelectual insubstituível, mas o seu trabalho permanece como património cultural e literário.

Francisco Costa Alegre nasceu a 2 de fevereiro de 1953, na cidade de São Tomé. Ao longo de décadas de carreira, tornou-se uma das vozes mais influentes da literatura são-tomense, atravessando múltiplos géneros, da poesia à crítica literária, passando pela comunicação e história.
“Meu pai Francisco Costa Alegre partiu e com ele não se vai apenas um corpo cansado pelo tempo vai uma biblioteca viva vai um guardião da memória vai um homem que fez da palavra uma casa e da cultura uma missão foi um homem da cultura sim como o mesmo autointitulava-se escritor investigador e ensaísta alguém que acreditava que pensar era um dever e escrever era uma forma de servir” disse Celso Costa Alegre um dos filhos emocionado, acrescentando que: “Ele escrevia não parece exibir, mas para iluminar investigava não pro vaidade mas por responsabilidade histórica ensaísta não para impor verdades mais para provocar a reflexões colocou a cultura São-tomense como um baluarte como diplomata levou consigo o nome do seu país mas nunca deixou para trás a sua identidade” Celso Costa Alegre Filho

Como diplomata, Costa Alegre representou São Tomé e Príncipe com ética, firmeza e elegância, levando consigo o nome do país, mas preservando sempre a sua identidade cultural. Como marido, pai e amigo, era presente, atento e firme, deixando ensinamentos de caráter, responsabilidade e amor à educação.

A União Nacional de Escritores e Artistas Santomenses (UNIAS), da qual foi membro fundador, manifestou profundo pesar: “A sua lembrança nos invade a mente. Francisco Costa Alegre entramos em contatos com o mundo profundo da criação literária domínio em que a fertilidade da sua imaginação não se detinha perante absurdos ou encrencados obstáculos e que contava dentre os seus grandes animadores a chamada figura do escritor investigador e crítico literário que agora nos deixa. que de ele nunca esqueceremos cabe-nos demonstrar a persistência na luta pela materialização dos objetivos da organização que nós criamos pelo que amargurados com sua perda devemos todos pugnar porque os sacrifícios que ele fez em vida a favor da literatura são doença não se consuma após a sua morte em momento tão angustiante e pesaroso a UNIAS não pode abster-se de enviar as suas mais confraterna as suas condolências para a família enlutada com o superior desejo de que a sua alma possa descansar em paz” Albertino Bragança | União Nacional de Escritores e Artistas São-tomenses

“Pai partiste mas deixaste um
legado que não cabe num túmulo, deixaste valores princípios perguntas e caminhos
para nós teus filhos fica missão mais difícil e mais honrosa missão honrar o
teu nome não apenas com palavras mas com a forma como vivemos descanse em paz
Francisco Costa Alegre, pai descanse em paz pai Conde Como dizia o teu exemplo
permanece e o teu amor continuará a guiarmos”
Celso Costa Alegre Filho
A poesia e a obra de Francisco Costa Alegre continuam a viver nas páginas dos seus livros, nas ideias que semeou, nos alunos que formou e nos filhos que educou.
“Sua trajetória foi marcada pela dedicação e ensino pela paixão pela literatura e pela cultura e pelo amor as palavras que criaram Pontes entre pessoas e ideias e gerações. Hoje despedimos de alguém cuja presença iluminou as nossas vidas e cujo legado Continuará a nos esperar sua memória demorar como um exemplo do paixão dedicação e amor pela arca pela cultura e pela educação que a sua alma em contrabaixo e que as suas palavras continue a ecoar entre nós lembrando-nos do Poder transformador da poesia do ensino e da cultura descanse em paz Francisco Costa Alegre querido amigo poeta e professor sua luz nunca apagará” Emir Boa Morte / Director-Geralda Cultura STP
São Tomé e Príncipe perde uma figura intelectual insubstituível.

A sua memória permanecerá como exemplo de dedicação, amor à cultura e compromisso com a educação a sua voz continue a inspirar gerações futuras de leitores, estudantes e artistas.
