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São Tomé e Príncipe está a rever a sua estratégia nacional de combate ao paludismo. O país, que adotou em 2023 um plano com horizonte até 2027, enfrenta agora um aumento de casos, o que levou à necessidade de reavaliar metas, estratégias e prioridades.





A revisão ocorre a meio do ciclo estratégico, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde, e envolve uma autoavaliação técnica conduzida por especialistas nacionais, com apoio de um consultor internacional.




O processo culminará na elaboração de um relatório que será posteriormente submetido a uma avaliação externa por peritos internacionais.

Segundo Didiena Vilhete, Coordenadora do Programa Nacional de Eliminação do Paludismo:


“O programa disponibiliza um plano feito em 2023, com duração até 2027. Ao meio deste plano, há necessidade de fazer uma avaliação para vermos se as atividades foram bem implementadas. A situação epidemiológica sofreu alteração. Estamos a ter aumento de casos de paludismo e precisamos rever objetivos, estratégias e metas.” 
Didiena Vilhete / Coordenadora do Programa Nacional de Eliminação do Paludismo





O atelier de revisão reúne técnicos do Ministério da Saúde, representantes do setor do Ambiente, Comunicação Social, Sociedade Civil e parceiros institucionais, organizados em cinco grupos temáticos. Entre os eixos em análise estão a gestão de casos, profilaxia, luta antivetorial, vigilância epidemiológica e entomológica, financiamento e comunicação para mudança comportamental. A coordenadora destaca que o desafio vai além do setor da saúde.



“Temos fatores como o saneamento do meio que contribuem para o aumento de casos. Há resistência da população às medidas de prevenção, pessoas que não aceitam a pulverização, não utilizam mosquiteiros impregnados e até recusam tratamento. Precisamos olhar para o paludismo de forma multissetorial para conseguir eliminá-lo.”  
Didiena Vilhete / Coordenadora do Programa Nacional de Eliminação do Paludismo





Apesar dos avanços registados nos últimos anos, as autoridades reconhecem que a eliminação do paludismo exige maior articulação entre setores e reforço da adesão comunitária às medidas preventivas.




O relatório final da avaliação deverá orientar os próximos passos do país no caminho para a eliminação da doença até 2027.

 


Por: Varela Tavares

Imagem: TVS

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