Os trabalhadores da comunicação social estatal decidiram avançar para uma greve por tempo indeterminado, depois de uma proposta apresentada pela equipa governamental não ter obtido aprovação em Assembleia.
A decisão surge na sequência de um encontro entre representantes dos trabalhadores e uma equipa do Governo, onde foram discutidas várias preocupações relacionadas com o funcionamento do setor e o cumprimento de compromissos assumidos anteriormente.
“O que está em causa é o cumprimento do memorando.”
Entre os problemas apontados estão a situação das obras da TVS, a situação da STP Press e a irregularidade no cumprimento das remessas previstas no memorando anteriormente assinado pelas partes.
Segundo o presidente do sindicato, a proposta apresentada pelo Governo foi levada à Assembleia, mas acabou rejeitada. Perante esse resultado, a direção sindical foi chamada a declarar a greve.
O pré-aviso estabelece uma paralisação por tempo indeterminado.
“Nem o sindicato, nem os trabalhadores, nem o Governo estão interessados que isso se prolongue por muito tempo. São questões simples de resolver.”
Apesar das conversações realizadas, não foi assinado qualquer novo acordo. O entendimento alcançado entre as partes foi apenas verbal e incluía uma proposta que poderia resultar num compromisso.
O sindicato manifesta, no entanto, reservas quanto à assinatura de novos documentos, devido ao histórico de compromissos que, segundo a direção sindical, não produziram os resultados esperados.
“Já assinámos tantos compromissos e tantos memorandos e não temos tido resultados. Isso leva a que o pessoal não acredite nos memorandos e nos acordos que são assinados.”

A duração da greve e os seus efeitos sobre o funcionamento da comunicação social estatal dependerão agora da evolução das negociações entre os trabalhadores e o Governo.
Recorde-se que a greve surge num momento em que o Presidente da República, Carlos Vila Nova, reeleito nas últimas eleições presidenciais, toma posse para o seu segundo mandato nesta quinta-feira.