×

Assinalou-se esta quinta-feira o Dia Internacional das Mulheres Rurais, com uma atividade de participação reduzida na sede da cooperativa.


Segundo a organização, a falta de combustível e a ausência de Governo obrigaram a cancelar a marcha marcada para ontem, que seria alusiva ao Dia Mundial da Alimentação, que se comemora amanhã.


"É uma data que não pode passar despercebida. Por isso estamos aqui reunidos, com pouca participação, porque não temos combustível no país."


Entre as agricultoras presentes, Arminda Borges, da Associação Omagru, produz milho, mandioca, abóbora e cacau. Sente orgulho em abastecer o mercado nacional e deixa um apelo à união.


Arminda Borges, agricultora:

"Nós temos que trabalhar, porque o trabalho é o que dá. Mulheres rurais, vamos todas juntas, unidas."


Maria de Lourdes Sacramento, da comunidade de Bernardo Faro, defende que as mulheres perderam o medo de falar e de sair à rua. Apela às mães agricultoras para que incentivem os filhos a trabalhar a terra.


Maria de Lourdes agricultora:

"Apelamos ao Governo que vai tomar posse que não esqueça as mulheres rurais. Todo o nosso apoio veio do Projeto Nutri, através do Instituto Camões."


A jovem Luciana Santos, que ajuda o avô na colheita do cacau, rejeita a ideia de que a agricultura seja só para homens.


 Luciana Santos, jovem agricultora:

"O trabalho é para toda a gente, tanto homem como mulher, mesmo criança."