Um caso de alegada negligência administrativa e perseguição a um funcionário público tem gerado grande preocupação. Modesto Veloso, oficial superior reformado do Estado, afirma que enfrenta dificuldades há quase três anos para receber sua reforma e ter acesso a direitos como o passaporte diplomático.
“Eu sou funcionário do Estado, já na situação de reforma. Venho com a reforma que havia pedido, mas não é de acordo com o que solicitei. Tenho direito a ela e estou lutando há quase três anos, passando de um ministério para outro. Fui à Segurança Social, ao Ministério do Negócio Estrangeiro, e ainda não obtive resposta.” Modesto Veloso

Segundo Modesto Veloso, a situação se agravou após ele escrever críticas sobre
a administração pública local, o que, segundo ele, resultou em represálias.
“Recebi ordens diretas: ‘deixa de escrever se quiser receber a tua reforma’. Isso foi dito por um ministro em jantar e repetido posteriormente. Apesar de todas as minhas tentativas, não consegui ser atendido adequadamente pelos responsáveis.” Modesto Veloso
Modesto Veloso afirma que a demora na resolução do seu caso o levou a problemas
de saúde, incluindo internação hospitalar. Ele também questiona a legalidade do
procedimento adotado pelas autoridades competentes, especialmente em relação ao
passaporte diplomático, direito que, segundo ele, lhe cabe como oficial
superior do Estado.
“Tenho direito ao passaporte diplomático. Solicitei diretamente ao gabinete do primeiro-ministro, mas me responderam que deveria pedir ao meu superior no exterior. Isso não faz sentido, e a demora é inaceitável para quem está doente.” Modesto Veloso

Veloso trabalhou por 40 anos para o Estado, incluindo 12 anos na embaixada de STP
em Angola e outros anos em órgãos de segurança e inteligência. Ele pede que as
autoridades resolvam sua situação o quanto antes e alerta para o impacto que
tais atrasos podem ter na vida de outros cidadãos que também dependem da
atuação do Estado.
Jornalista: Ednel abreu
Texto: Varela Tavares
Imagem: Siclay Abril
GLEBA TV 2025