Crise no Parlamento: Celmira Sacramento acusa "golpe parlamentar" e anuncia recurso
A Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe vive momentos de tensão política. A deputada Celmira Sacramento, que foi destituída do cargo de presidente do parlamento por uma maioria de 29 deputados, participou hoje da sessão plenária sentada na bancada do partido ADI. Em declarações, acusou irregularidades e anunciou que vai recorrer ao Tribunal Constitucional.
Crise Parlamentar em São Tomé: MCI-PS/PUM denuncia "golpe de Estado parlamentar" após destituição da presidente da Assembleia
São Tomé e Príncipe enfrenta uma grave crise institucional no Parlamento. Um grupo de 29 deputados reuniu-se na Universidade de São Tomé e Príncipe, sob forte proteção policial, destituiu a presidente da Assembleia Nacional, Celmira Sacramento, exonerou juízes do Tribunal Constitucional e tomou outras medidas polémicas. O partido MCI-PS/PUM, aliado da ADI mas com deputados impedidos de aceder à sessão, reage com veemência.
“Américo Barros afirma PR do MLSTP: o que venceu no Parlamento foi São Tomé e Príncipe”
O presidente do MLSTP, Américo Barros, considerou que a convocação do plenário da Assembleia Nacional, no dia 2 de fevereiro, evitou um bloqueio institucional perigoso e representou uma vitória da democracia santomense. Em declaração à Comissão Política do partido, o líder nacionalista condenou atos de violência ocorridos no Parlamento, manifestou solidariedade ao deputado Delfim Neves e apelou à maturidade democrática, moderação política e respeito pelas instituições, num momento decisivo para o país.
PCD condena violência no Parlamento e apela à serenidade política em São Tomé e Príncipe
O presidente do Partido da Convergência Democrática (PCD), João Bonfim, condenou publicamente os recentes episódios de violência ocorridos na Assembleia Nacional no âmbito da sessão realizada fora do edificou, (USTP) na passada segunda feira classificando-os como inaceitáveis e prejudiciais à estabilidade política e económica do país. Em conferência de imprensa, o dirigente rejeitou qualquer forma de violência na política e apelou à serenidade dos partidos, em especial do ADI, numa altura sensível que antecede as próximas eleições deste ano que já estão marcadas.
Crise no Parlamento termina com retirada da moção de censura do partido ADI ao XIX Governo liderado por Américo Ramos
A sessão plenária da Assembleia Nacional, marcada para a análise da moção de censura apresentada pelo grupo parlamentar do ADI, ficou marcada por suspensão dos trabalhos, troca de acusações entre partidos e forte tensão política. Após alegadas irregularidades relacionadas com mandatos de deputados e falta de quórum, a sessão foi retomada esta terça-feira. No entanto, o ADI acabou por retirar a moção de censura, justificando a decisão com o objetivo de evitar instabilidade política. A retirada gerou reações divergentes do MLSTP e do Movimento Basta, enquanto acusações graves de alegada compra de deputados dominaram o debate político.
MLSTP garante não ter acordo com o Governo e reafirma oposição firme, acusando o ADI de fragilidade política após retirada da moção de censura
O MLSTP reagiu esta quarta-feira à retirada da moção de censura apresentada pelo ADI na Assembleia Nacional, classificando o ato como uma clara derrota política do partido no poder. Para os sociais democratas, a iniciativa não teve origem numa preocupação genuína com o povo, mas sim em conflitos internos no seio do partido ADI.