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A criação das Áreas Marinhas Protegidas em São Tomé e Príncipe encontra-se numa fase decisiva. O anúncio foi feito após um encontro com a Ministra do Ambiente, as suas diretoras e o assessor.



Segundo o coordenador nacional do projeto, o processo já está bastante avançado e aguarda apenas a assinatura presidencial.


“Fomos recebidos aqui pela ministra com muita alegria, com o objetivo de conversar sobre o processo de criação das áreas marinhas protegidas aqui em São Tomé e Príncipe. É um processo que já está bastante adiantado e que visa justamente recuperar cada vez mais a pesca para todos os pescadores e palaiês de São Tomé e Príncipe. Está na sua fase final, e a assinatura do Presidente deve acontecer nos próximos dias.” Ricardo Freitas / Coordenador Nacional do Projeto.


O coordenador nacional destacou ainda que o sucesso das áreas protegidas dependerá de uma gestão eficiente e participativa.


“É preciso que, para que essas áreas marinhas protegidas funcionem bem, haja bons planos de gestão, comités bem estruturados. Estamos buscando apoiar justamente nesse caminho, para termos uma gestão boa, eficaz, para que haja cada vez mais peixe para toda gente.” Ricardo Freitas Coordenador Nacional do Projeto


Questionado sobre a posição do Governo, Ricardo afirmou que a ministra demonstrou total abertura e sensibilidade em relação ao projeto.


“A ministra foi muito sensível, muito favorável, assim como a Direção das Pescas, sempre no sentido de enxergar as áreas marinhas protegidas como parte de uma estratégia maior de estímulo ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.” Ricardo Freitas Coordenador Nacional do Projeto


De acordo com o coordenador nacional, a iniciativa vai além da conservação ambiental, integrando pesca sustentável, turismo, cadeias de produção e melhoria da renda das famílias.


“Integrar melhorias para a pesca, estratégias de turismo, estratégias de conservação e a integração com a própria comunidade. Enxergar as áreas marinhas protegidas como um estímulo ao desenvolvimento.”


A parceria envolve um consórcio de quatro ONGs no país: Fauna & Flora, MARAPA, Oikos - Cooperação e Desenvolvimento e Fundação Príncipe. Ricardo Freitas reforçou que a cooperação entre o Governo e os parceiros é essencial para garantir resultados concretos. 


“Sem dúvida, a parceria existe, ela se torna cada vez mais forte e necessária, porque sem parceria não há como realmente haver qualquer forma de desenvolvimento.” Ricardo Freitas Coordenador Nacional do Projeto

Com a aprovação iminente, o país poderá dar um passo estratégico rumo à pesca sustentável, à conservação dos ecossistemas marinhos e ao reforço da economia azul.

Por: Ednel Abreu
Imagem: Siclay Abril
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