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Eleições 2026: Chefe da missão de observação da CPLP faz avaliação positiva

Numa primeira avaliação, as missões de observação internacionais presentes no terreno consideraram que o escrutínio pareceu decorrer de forma pacífica. Esta foi designadamente a analise feita pelo chefe da missão de observação eleitoral da União Europeia, Sérgio Humberto.


Esta foi igualmente a primeira avaliação feita pelo chefe da missão da observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e antigo primeiro-ministro da Guiné Equatorial, Vicente Ehate Tomi, que presenciou o encerramento de uma mesa de voto do centro da capital, por volta das 17 horas.


“Não podemos fazer afirmações contundentes. Sabemos que todo o processo nas mesas que visitamos se desenrolou bem até ao momento”, começou por dizer o responsável.


“De acordo com as explicações que recebemos durante os trabalhos preparatórios, tudo vai se desenrolar melhor porque o censo foi feito para que as listas eleitorais sejam mantidas com mais normalidade, para que não haja aquela pequena situação que houve em Julho em que você tinha que estar numa mesa e o seu nome aparecia em outra mais distante”, destacou o chefe da da missão de observação eleitoral da CPLP.


“Do nosso ponto de vista, as autoridades se esforçaram para colocar as coisas em ordem e com o apoio da sociedade civil, que também foram destacados em todo o território”, sublinhou ainda Vicente Ehate Tomi.


Vicente Ehate Tomi chefia a missão de observação da CPLP, organização que integra Angola, o Brasil, Cabo Verde, a Guiné-Bissau, a Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe assim como Timor-Leste.


Concorreram nas legislativas deste domingo sete formações, das quais quatro com assento parlamentar: a Acção Democrática Independente (ADI) no poder, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), principal partido de oposição, a coligação Movimento de Cidadão Independentes/Partido de Unidade Nacional (MCI-PUN), assim como o Movimento Basta.


Sem assento parlamentar, concorrem três forças politicas: o Partido de Convergência Democrática (PCD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM) e o Movimento Político Nossa Terra, legalizado este ano


Neste escrutínio, estão em jogo 55 assentos parlamentares mas também e sobretudo, a renovação de um voto de confiança -ou não- da população a favor da equipa cessante, num país onde o descontentamento da população é cada vez mais visível face aos vários desafios aos quais está confrontada no seu quotidiano.