
A iniciativa surge num momento simbólico, coincidindo com o Dia da Cidade de São Tomé e o Dia Mundial da Terra, e pretende lançar bases para soluções concretas que possam orientar futuras políticas públicas.
“Nós entendemos que não só na parte operacional, como campanhas de limpeza e palestras, mas também precisamos refletir a cidade. Queremos produzir recomendações para o futuro governo e para a Câmara, para melhorar essa cidade que está muito mal amada por nós todos.” - Jasi Ramos, Presidente da ONG Daki

Durante dois dias, especialistas vão abordar temas como saneamento, mobilidade urbana, ordenamento do território e segurança pública, numa tentativa de responder ao crescimento acelerado da capital.
“Basta olharmos para a cidade. Com pouca chuva, já temos inundações. O problema do lixo, do saneamento, da mobilidade… Tudo isso mostra que a cidade não acompanhou o crescimento populacional.” - Jasi Ramos, Presidente da ONG Daki
A Câmara Distrital de Água Grande reconhece os desafios, mas acredita que a solução passa por uma ação conjunta entre instituições.
“É com o esforço de todos que a cidade conseguirá superar os desafios que enfrenta. Esta é uma ocasião de orgulho, mas também de reflexão sobre o futuro que queremos.”

A edilidade destacou ainda o passado histórico da capital e a necessidade de recuperar a sua identidade e qualidade urbana.
“A cidade de São Tomé já foi a mais limpa da costa ocidental de África. O passado deve servir para compreendermos o presente e projetarmos o futuro.”
Entre as propostas, está a ambição de candidatar São Tomé à rede de Cidades Criativas da UNESCO, como forma de impulsionar o desenvolvimento e melhorar a qualidade de vida.
Já o Governo reforça que a transformação da cidade depende tanto de políticas públicas quanto do comportamento da população.
“Uma cidade limpa e organizada não é apenas um ideal, é uma condição essencial para a saúde pública e um ativo estratégico para o turismo e economia.”

A preocupação com o crescimento desordenado e a perda de espaços verdes também esteve em destaque.
“Pequenas decisões individuais, quando multiplicadas, tornam-se grandes problemas coletivos.”
O apelo geral é claro: pensar a cidade é o primeiro passo, mas agir em conjunto será determinante para mudar o rumo da capital santomense.
“Falta inclusão, ouvir mais pessoas e sentarmos todos à mesma mesa. Esse é o pontapé de saída.”- Jasi Ramos, Presidente da ONG Daki
O fórum termina com a elaboração de recomendações que deverão ser entregues às autoridades, numa tentativa de transformar reflexão em ação concreta.