No Dia Mundial do Ambiente, a cidade de São Tomé acolheu uma feira dedicada à consciencialização ambiental, com foco especial na redução da poluição causada por resíduos plásticos.
Segundo a Ministra do Ambiente, Hilda da Costa, a iniciativa foi pensada para aproximar o tema ambiental da população e reforçar a necessidade de agir diariamente em defesa dos ecossistemas.
Nilda da Mata | Ministra do Ambiente
"Estamos aqui hoje para informar, sensibilizar e mostrar que existe uma data dedicada ao ambiente. Estamos muito focados na questão da poluição por plástico. É urgente agir."
Durante a atividade, os participantes puderam observar exposições temáticas, incluindo uma escultura construída integralmente com resíduos plásticos recolhidos, demonstrando que materiais descartados também podem ganhar novas utilidades através da criatividade e da reciclagem.
A governante destacou ainda que São Tomé e Príncipe já iniciou medidas concretas através da implementação da Lei n.º 8/2020, mas reconheceu que ainda existe resistência à mudança, sobretudo na substituição dos sacos plásticos não biodegradáveis.
Nilda da Mata | Ministra do Ambiente
"Ainda há pessoas e operadores económicos que continuam a utilizar plásticos não biodegradáveis. Precisamos continuar a trabalhar e consciencializar."
Entre os visitantes, o sentimento era de valorização da iniciativa e preocupação com a preservação da imagem ambiental do país.
LEONOR ROCHA | Participante
"Nós queremos que quem visite São Tomé tenha a sensação de paraíso na Terra. E não temos um paraíso se encontramos plástico nas praias ou no mar."
A Oikos, parceira na organização da feira, explicou que a atividade integra um esforço mais amplo de educação ambiental e gestão de resíduos.
Segundo a coordenadora de projetos da organização, Afonso, o objetivo passa por sensibilizar para o impacto do lixo no ambiente e na saúde pública.
Coordenadora de Projetos da Oikos
"A primeira etapa passa por sensibilizar e consciencializar. Já estamos a recolher resíduos e transformá-los em blocos através do centro de reciclagem em Santana."
A responsável acrescentou ainda que o projeto está atualmente em fase piloto em oito comunidades, com a expectativa de expansão para todo o território nacional.
Além das mensagens de sensibilização, a feira também abriu espaço para pequenos produtores e expositores apresentarem produtos sustentáveis e reutilizados, incentivando hábitos de consumo mais responsáveis.
Entre informação, exposição e participação comunitária, a feira marcou o Dia Mundial do Ambiente com um apelo claro: proteger o ambiente exige mudanças de comportamento e o envolvimento de todos para construir um São Tomé e Príncipe mais limpo e sustentável.