A cooperação entre São Tomé e Príncipe e o Instituto Politécnico de Bragança mantém-se ativa há vários anos e tem contribuído para diferentes áreas do setor educativo nacional.
Durante a sessão de apresentação do plano, os responsáveis destacaram que o trabalho desenvolvido assenta numa lógica de construção conjunta, valorizando o conhecimento local e a partilha de experiências.
– REPRESENTANTE DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA**
*"Nós não temos soluções milagrosas para ninguém. Temos capacidade de construir processos de melhoria da qualidade do ensino quando o fazemos em conjunto."*
Segundo os parceiros do projeto, a experiência de colaboração já produziu resultados concretos, nomeadamente através das novas orientações curriculares para a Educação de Infância, implementadas desde setembro e desenvolvidas em articulação entre equipas santomenses e portuguesas.
Agora, o foco recai sobre a educação especial inclusiva — considerada um eixo estratégico para o desenvolvimento social e educativo.
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* REPRESENTANTE DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA**
*"Não é só aceitar a diferença. É compreender que a diferença nos enriquece e que todos podemos ser mais e melhor trabalhando com a diferença."*
O novo plano prevê formação especializada para professores, reforço das competências pedagógicas e criação gradual de condições para que as escolas possam responder à diversidade dos alunos.
Apesar do cronograma apertado, os responsáveis acreditam na capacidade dos profissionais envolvidos para implementar mudanças num curto espaço de tempo.
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REPRESENTANTE DO INSTITUTO POLITÉCNICO DE BRAGANÇA**
*"Vocês serão os primeiros que terão que concretizar, nas vossas escolas e jardins de infância, esta missão que é educar para todos, com todos, sem deixar ninguém para trás."*
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A diretora do Gabinete de Educação Especial explicou que esta apresentação marca o arranque público da componente dedicada à inclusão dentro do projeto PERECT.
O objetivo passa por tornar conhecidas as medidas previstas e mobilizar parceiros institucionais para acelerar a implementação.
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ANA MARIA VERA CRUZ – DIRETORA DO GABINETE DE EDUCAÇÃO ESPECIAL**
*"Hoje vamos tornar público o plano de trabalho da componente Educação Especial integrada no PERECT, para melhorar as condições da educação especial no país."*
Inicialmente desenhado para decorrer entre um ano e meio e dois anos, o programa enfrenta agora limitações temporais e terá de ser executado em cerca de sete meses.
Ainda assim, a estratégia aponta para continuidade após o encerramento formal do projeto.
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ANA MARIA VERA CRUZ**
*"Prevemos formação e especialização de professores e criar condições para que as escolas possam dar resposta à inclusão e à diversidade que existe nas escolas."*
A apresentação reúne representantes institucionais, parceiros internacionais, associações ligadas à deficiência, educadores e delegações distritais da educação.
Para garantir maior abrangência, participantes da Região Autónoma do Príncipe acompanham os trabalhos através de ligação virtual.
ANA MARIA VERA CRUZ**
*"Estamos a trabalhar numa visão de continuidade para encontrarmos formas de extensão do projeto e responder aos défices existentes na educação especial inclusiva."*
O desafio lançado aos profissionais da educação é claro: transformar o princípio da inclusão numa prática efetiva dentro das escolas. A expectativa é que o projeto contribua para uma resposta educativa mais preparada para atender todas as crianças, sem exclusão.