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São Tomé celebrou hoje dois momentos marcantes da sua história: a festa religiosa em honra de São Tomé Apóstolo, padroeiro do país, e a data historicamente associada ao achamento da ilha, ocorrida no século XV e que deu origem ao nome do território.



A celebração religiosa teve lugar na cidade de São Tomé e reuniu fiéis, autoridades e membros da sociedade civil, num ambiente de fé, reflexão e apelo à paz.



“Santo Tomé aponta-nos para Jesus e lembra-nos que, apesar das nossas fraquezas e limites, Deus nunca nos abandona. Celebrar São Tomé é acolher a fé mesmo nas dificuldades.”

D. João de Ceita Nazaré Bispo da Igreja Católica em São Tomé e Príncipe




Durante a homilia e os testemunhos recolhidos, a mensagem central foi de esperança, união e solidariedade, num ano marcado por dificuldades sociais, económicas e por tragédias como incêndios que afetaram várias famílias.



“Apesar das dificuldades que o país atravessa, é preciso ter fé e esperança. São Tomé é nosso e todos temos de ajudar.” Fiel da Igreja Católica





Para além da dimensão religiosa, a data recorda também o achamento da ilha de São Tomé, tradicionalmente associado ao ano de 1470, segundo referências históricas, coincidindo com o nome do santo que hoje se celebra.


 
“Esta comemoração tem uma componente religiosa e outra histórica. É uma oportunidade para transmitir mensagens de paz, reconciliação e tranquilidade ao povo santomense.” Américo Ramos Primeiro Ministro de São Tomé e Príncipe





Alguns participantes defenderam maior divulgação e educação histórica, sobretudo junto dos jovens, para reforçar o significado desta data na construção da identidade nacional.


“Não é só responsabilidade do Estado. Todos nós somos responsáveis por divulgar e valorizar esta data.” Américo Ramos 




Num contexto em que muitos cidadãos manifestam preocupação com a segurança, a estabilidade política e as condições sociais, as mensagens deixadas durante a celebração convergiram num mesmo apelo: mais união, mais humanidade e mais paz.


“Não temos guerra armada, mas temos muitas guerras sociais. Precisamos de paz, justiça e união para resgatar a nossa santomenseidade.” PARTICIPANTE



A celebração decorreu de forma tranquila, apesar da chuva, reforçando a fé de um povo que acredita num futuro melhor e numa São Tomé e Príncipe mais unida, justa e próspera.

 


POR: Varela Tavares

Imagem: TVS

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