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São Tomé e Príncipe poderá vir a contar nos próximos meses de uma unidade de moagem de cimento

Não se trata de uma fábrica convencional de cimento.


Segundo os promotores, o projeto prevê a instalação de uma unidade de moagem, onde a matéria-prima parcialmente processada será importada e transformada localmente com recurso a componentes disponíveis em São Tomé e Príncipe.


 REPRESENTANTE DA EMPRESA CIMENTO FORTE**


*"A ideia aqui neste espaço é fazermos uma moagem de cimento, que não é fábrica de cimento, porque matéria-prima São Tomé não tem. Num prazo de oito meses nós pomos isto em funcionamento. Isto vai ajudar no sentido de não haver falta de cimento no mercado e os preços vão baixar."*




De acordo com os responsáveis, o modelo escolhido pretende reduzir a dependência das importações finais e minimizar o impacto dos custos de transporte internacional, agravados pelas oscilações nos mercados externos.


A empresa garante ainda que o projeto já dispõe de estudo de impacto ambiental aprovado há vários anos.


– REPRESENTANTE DA EMPRESA CIMENTO FORTE**


*"As pessoas podem pensar que uma fábrica de cimento vai afetar o meio ambiente, mas não corresponde à verdade porque isto vai estar tudo em armazenamento. O estudo de impacto ambiental já foi feito e aprovado."*



Além da produção destinada ao consumo interno, a empresa prevê fabricar diferentes tipos de cimento, incluindo produtos especializados voltados para obras marítimas e mercados internacionais.


A capacidade projetada poderá atingir cerca de 12 mil toneladas, embora numa fase inicial o objetivo seja assegurar o abastecimento nacional.


 REPRESENTANTE DA EMPRESA CIMENTO FORTE**


*"O objetivo da fábrica é produzir umas 12 mil toneladas porque temos que contemplar mesmo a exportação. Isso vai garantir também divisas para o país."*




O Governo considera o investimento estratégico numa altura em que o país enfrenta episódios de escassez e aumento dos preços do cimento.


Para o Executivo, aumentar a oferta local representa uma resposta estrutural ao problema.


 MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS**


*"Muitas vezes existe rotura de cimento no mercado e isso gera especulações. Resolver o problema de forma estrutural é garantir oferta constante ao nível do mercado."*




O governante rejeita a ideia de que a solução passe apenas pela redução de impostos sobre importações e defende maior produção local com sustentabilidade económica e ambiental.


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MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS**


*"Se diminuir os impostos isso não vai fazer com que chegue mais cimento ao país. O que resolve é garantir produção ao nível do mercado nacional."*




Outro dos impactos esperados é a criação de emprego para a juventude santomense.


O Executivo estima cerca de cem postos de trabalho diretos e vê no projeto uma oportunidade para reforçar a industrialização nacional.


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** – MINISTRO DA ECONOMIA E FINANÇAS**


*"Estamos a falar à volta de 100 postos de emprego. Não basta trazer políticas bonitas se não dermos oportunidades de emprego à juventude."*




O Governo anunciou ainda que deverá levar à próxima sessão do Conselho de Ministros a deliberação sobre a concessão do terreno necessário ao avanço do projeto.


Está igualmente prevista uma participação do Estado numa parceria público-privada para garantir maior estabilidade num setor considerado estratégico.


Paralelamente, foi anunciada a intenção de desenvolver uma futura unidade de enchimento de gás para reforçar o abastecimento energético e reduzir custos para as famílias.




Se aprovado e executado dentro do calendário anunciado, o projeto poderá começar a produzir dentro de oito a nove meses, com a ambição de abastecer o mercado nacional e posicionar São Tomé e Príncipe como exportador regional de cimento.