A cerimónia de encerramento decorreu sob forte simbolismo militar, reunindo altas patentes das Forças Armadas, representantes da cooperação internacional e familiares dos formandos.

O 9.º Curso de Formação de Praças de Fuzileiros Navais começou com 71 candidatos inscritos.
“Após a publicação do edital de abertura do curso, inscreveram-se 71 candidatos. Destes, apenas 32 foram selecionados… Hoje, com enorme satisfação, vemos 30 soldados a concluírem com aproveitamento, demonstrando coragem, resiliência e espírito da missão.” Magalhães Neto / Comandante de assessoria técnica do Brasil
Durante a formação, os militares receberam instruções em áreas como combate
básico, operações anfíbias, armamento e tiro, ações de abordagem e treino
físico-militar. Apesar das dificuldades logísticas e financeiras, o curso foi
concluído com sucesso.
“As Forças Armadas não se medem pelas facilidades que possuem, mas pela
capacidade de superar adversidades. E foi exatamente isso que aconteceu.” Magalhães Neto
A cerimónia foi também marcada pelo reconhecimento da cooperação internacional,
com destaque para a Marinha do Brasil e para o apoio da Marinha Portuguesa,
através dos seus destacamentos e assessores técnicos.
“Quero expressar a minha gratidão à Marinha do Brasil… pelo apoio
inestimável que vem dando às Forças Armadas de São Tomé e Príncipe na vertente
de formação dos Fuzileiros Navais.” Virgílio Sousa Pontes / Chefe de estado maior do exército
O responsável sublinhou que a presença de fuzileiros navais qualificados é
estratégica para um país insular situado no Golfo da Guiné, reforçando a
soberania e a proteção dos espaços marítimos.
“Vale ressaltar que o êxito desta formação só foi possível graças à
cooperação estável e consistente entre a Marinha do Brasil e a Guarda Costeira
de São Tomé e Príncipe, que ocorre há mais de uma década.” Magalhães Neto / Comandante de assessoria técnica do Brasil
Num discurso direto aos novos militares, os comandantes reforçaram que o curso
termina, mas a missão começa agora.
“O curso terminou, mas a missão agora é que vai começar. Exijo a todos muita disciplina, muito trabalho.”
Wilker Viegas- / Comandante da Unidade dos Fuzileiros Navais
Os recém-formados passam agora a integrar oficialmente a unidade de Fuzileiros Navais, considerada força estratégica para a segurança marítima nacional.
“Ser Fuzileiro Naval é mais do que usar um uniforme. É assumir um
compromisso permanente com a honra, a lealdade, a coragem e o sacrifício.” Wilker Viegas- / Comandante da Unidade dos Fuzileiros Navais
“Não vou ocupar o tempo fazendo discurso. Vou desejar aos recém-formados Fuzileiros Navais um parabéns. Não é fácil fazer um curso de fuzileiro, é duro. Por isso mesmo que iniciaram um número e terminaram outro. Não é para todos.” Horácio Sousa /Ministro da Defesa e ordem interna
O governante sublinhou que o verdadeiro desafio começa agora, exigindo
disciplina e compromisso permanente com a missão.
“O curso terminou, mas a missão agora é que vai começar. Exijo a todos muita
disciplina, muito trabalho. Cumprindo essa parte, contem comigo, qualquer hora
e qualquer momento.” Horácio Sousa /Ministro da Defesa e ordem interna
O Ministro aproveitou ainda o momento para agradecer aos instrutores
estrangeiros e nacionais, com palavras de reconhecimento à cooperação militar.
“A nossa Força Armada está de parabéns. Os nossos instrutores estrangeiros
estão de parabéns. E também os nossos instrutores nacionais estão de parabéns.
A cooperação de São Tomé e Príncipe com o Brasil está de parabéns.” Horácio Sousa /Ministro da Defesa e ordem interna
Com esta nova incorporação, São Tomé e Príncipe reforça a sua capacidade de resposta rápida, proteção das fronteiras marítimas e defesa da soberania nacional.

Aos 30 novos fuzileiros, o desafio agora é honrar diariamente o uniforme que vestem e servir a pátria com dedicação.
Por: Ednel Abreu
Imagem: TVS
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