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Venezuela denuncia “agressão militar” dos Estados Unidos e decreta estado de comoção externa  Caracas, 3 de janeiro de 2026

O Governo da República Bolivariana da Venezuela denunciou nesta sexta-feira o que classificou como uma “gravíssima agressão militar” perpetrada pelo atual governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana. Segundo comunicado oficial, os supostos ataques teriam atingido localidades civis e militares da cidade de Caracas, bem como áreas nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.



De acordo com a nota, o governo venezuelano afirma que a ação representa uma violação flagrante da Carta das Nações Unidas, em especial dos artigos 1º e 2º, que tratam do respeito à soberania dos Estados, da igualdade jurídica entre as nações e da proibição do uso da força. O documento sustenta ainda que a alegada agressão coloca em risco a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe, além de ameaçar a vida de milhões de pessoas.


O comunicado atribui como principal objetivo do suposto ataque a tentativa de se apoderar de recursos estratégicos da Venezuela, particularmente petróleo e minerais, com a finalidade de forçar uma mudança no sistema político do país. O governo afirma que tais ações não terão êxito e ressalta que, após mais de duzentos anos de independência, o povo venezuelano permanece firme na defesa de sua soberania e do direito de decidir seu próprio destino.


Em tom histórico e mobilizador, a nota relembra episódios de confrontos com potências estrangeiras desde o século XIX e cita líderes como Simón Bolívar, Francisco de Miranda e o ex-presidente Cipriano Castro, reafirmando a disposição do país em resistir ao que chama de “agressão imperial”. O governo também convocou a população a se mobilizar em defesa da independência nacional.


O Governo Bolivariano informou que acionará os mecanismos diplomáticos internacionais para apresentar denúncias formais ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral das Nações Unidas, à Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) e ao Movimento dos Países Não Alinhados (MNOAL), solicitando a condenação e a responsabilização dos Estados Unidos.


Ainda segundo o comunicado, o presidente Nicolás Maduro ordenou a ativação de todos os planos de defesa nacional previstos na Constituição e na legislação venezuelana. Foi anunciado também o decreto de estado de comoção externa em todo o território nacional, com o objetivo declarado de proteger os direitos da população e garantir o funcionamento das instituições do Estado.


O governo informou, adicionalmente, o imediato destacamento do Comando para a Defesa Integral da Nação e dos órgãos de direção correspondentes em todos os estados e municípios do país. Com base no artigo 51 da Carta das Nações Unidas, a Venezuela declarou que se reserva o direito de exercer a legítima defesa.


Por fim, o comunicado conclui com um apelo à solidariedade internacional, convocando povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo a se manifestarem contra o que o governo venezuelano descreve como uma agressão imperialista, citando uma frase do ex-presidente Hugo Chávez que destaca a necessidade de “unidade, luta, batalha e vitória”.


Fonte: Comunicado oficial do Governo da República Bolivariana da Venezuela, Caracas, 3 de janeiro de 2026.

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