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A Comissão Eleitoral iniciou a formação de 75 formadores que terão a missão de preparar os membros das mesas de voto e delegados para o processo eleitoral de 19 de julho. A iniciativa pretende garantir que todos os intervenientes estejam preparados para cumprir corretamente as suas funções durante a votação e no apuramento dos resultados.


Segundo o presidente da Comissão Eleitoral, a qualidade da formação será determinante para o sucesso do processo, sobretudo no preenchimento das atas e no registo de eventuais reclamações.



“Todo o sucesso do processo eleitoral depende exatamente da qualidade da formação que esses membros de mesas e delegados terão. Precisamos que as atas sejam preenchidas corretamente e que as reclamações sejam apresentadas de forma clara, para facilitar o trabalho do apuramento distrital e geral.” Jeudiger Nascimento / Presidente da Comissão Eleitoral de STP


Em São Tomé, cerca de mil setecentos e cinquenta membros de mesas deverão ser formados, além dos delegados indicados pelos candidatos. Para a Comissão Eleitoral, é fundamental que essas pessoas tenham capacidade de leitura e escrita em língua portuguesa.



“Uma reclamação mal redigida pode causar problemas no momento do apuramento. Por isso, pedimos aos candidatos que indiquem pessoas com maior capacidade possível, porque o país merece um processo bem organizado.



Na diáspora, a formação será assegurada por coordenadores que se deslocarão aos diferentes locais para preparar os agentes eleitorais. Na Região Autónoma do Príncipe, dois formadores irão apoiar a equipa local.

Sobre o processo de seleção dos formadores, a Comissão Eleitoral explicou que foi aberto um concurso público divulgado através da rádio. A instituição reconhece, entretanto, que a comunicação poderá ser melhorada em futuras iniciativas, apostando também nas redes sociais e nos comunicados distritais.


“Era importante que as pessoas tivessem conhecimento da lei, capacidade de formação e domínio da língua portuguesa. A nossa preocupação principal é que consigam colocar no papel as suas ideias de forma objetiva e clara.”



Questionado sobre as denúncias de inaugurações e entregas de obras durante o período eleitoral, o presidente da Comissão Eleitoral afirmou que a lei deve ser respeitada, mas explicou que a instituição não possui poderes de punição.


“A Comissão Eleitoral não entra para obstaculizar. A lei está ali, todos conhecem e todos devem respeitar. Nós temos recebido reclamações e vamos encaminhar essas situações às instituições competentes.” Jeudiger Nascimento / Presidente da Comissão Eleitoral de STP


A Comissão Eleitoral garante que continuará a recolher denúncias relacionadas com eventuais infrações eleitorais e promete encaminhar os casos para as entidades responsáveis pela aplicação das medidas previstas na lei.


A preparação dos membros de mesas e delegados surge como uma das etapas consideradas essenciais para garantir um processo eleitoral transparente e organizado no próximo dia 19 de julho.