O Conselho Nacional da Juventude (CNJ) realizou uma Assembleia Geral Ordinária para analisar o trabalho desenvolvido nos últimos três anos e eleger os novos órgãos sociais da instituição.
Durante o encontro, o presidente da Mesa da Assembleia Geral, Leopoldo Vera Cruz, explicou que a reunião teve como principal objetivo apresentar os relatórios de atividades e contas da atual direção, além de preparar a eleição da nova equipa dirigente.
"Esta assembleia tem vários pontos de ordem de trabalho, nomeadamente a apresentação dos relatórios de atividades e de contas dos últimos três anos e também a eleição dos novos órgãos sociais do CNJ, que terão a missão de servir a juventude nos próximos três anos", afirmou.

Segundo o responsável, o Conselho Nacional da Juventude é composto por três órgãos fundamentais: a Mesa da Assembleia Geral, a Direção Executiva e o Conselho Fiscal. A Direção Executiva assume a responsabilidade de executar as atividades da organização e acompanhar as políticas direcionadas para a juventude.
A assembleia contou apenas com uma candidatura para os novos órgãos dirigentes. Por essa razão, a eleição deverá ser feita por aclamação.
"Recebemos apenas uma candidatura para esta assembleia. Tudo indica que passaremos à votação por aclamação", explicou.
O único candidato à liderança do CNJ é o próprio Leopoldo Vera Cruz, que assume o compromisso de devolver maior visibilidade e credibilidade à organização.
"O lema da nossa candidatura é resgatar a imagem do CNJ para melhor servir a juventude, porque o jovem precisa sentir que o CNJ existe", destacou.
O candidato considera que o principal desafio será aproximar novamente a instituição dos jovens e reforçar o papel do CNJ como voz representativa da juventude santomense.
Outro tema abordado foi a crescente migração de jovens para o exterior. Para Leopoldo Vera Cruz, o desemprego continua a ser uma das principais causas deste fenómeno.
"Nós, enquanto CNJ, iremos advogar junto do Governo e dos parceiros para que as políticas direcionadas para a juventude sejam reais e tenham impacto na vida dos jovens", defendeu.
O responsável reconheceu ainda que a saída de muitos jovens do país teve reflexos no funcionamento da organização, levando inclusive à perda de membros e dificuldades para alcançar o quórum necessário em algumas reuniões.
"Muitos membros viajaram e deixaram vagas nas organizações. Foi necessário fazer um levantamento minucioso para verificar quais associações continuam ativas e regularizar a situação", explicou.

Com a reorganização em curso, a futura direção pretende fortalecer o movimento associativo juvenil, incentivar a criação de novas organizações e promover uma maior participação dos jovens nos processos de desenvolvimento do país.
A eleição dos novos órgãos sociais marca assim uma nova etapa para o Conselho Nacional da Juventude, numa altura em que a instituição procura recuperar a sua dinâmica e reforçar a sua ligação com a juventude de São Tomé e Príncipe.