Foi num ambiente de celebração e perspetiva de futuro que produtores, autoridades e parceiros de desenvolvimento se reuniram em Água Sampaio para assinalar a abertura oficial do novo Centro de Processamento de Café.
Na abertura da sessão, o presidente da Cooperativa Secafé dirigiu-se aos produtores da Associação Nova Riqueza e destacou a importância do momento para a comunidade.
Segundo afirmou, os avanços alcançados nos últimos anos resultam da organização dos produtores e do acompanhamento técnico realizado pela cooperativa.
*“Hoje, quanto à produção de café, vocês são considerados uma associação de alto nível.”*
O responsável recordou que, apesar da iniciativa já existir na comunidade, o apoio da cooperativa permitiu consolidar estruturas importantes, entre elas a legalização da associação e a instalação do centro de despolpagem com apoio do projeto PAFAI.
O apelo deixado foi claro: manter o espírito de colaboração para garantir maior produtividade e melhores condições de desenvolvimento.
*“A cooperativa está sempre aberta, com ou sem financiamento, para continuar convosco.”*
Durante o encontro, representantes da cooperação portuguesa destacaram o simbolismo da inauguração e reforçaram que o objetivo vai além da construção de infraestruturas.
*“Investir não apenas em equipamentos, mas sobretudo nas pessoas, nas organizações e na criação de capacidades locais que permitam construir desenvolvimento sustentável.”*
A intervenção destacou ainda que o crescimento das fileiras agrícolas de exportação em São Tomé e Príncipe tem sido resultado de uma estratégia conjunta entre produtores, associações e parceiros internacionais.
Projetos como o Programa de Apoio às Fileiras Agrícolas de Exportação e o projeto Nossa Terra Nosso Futuro permitiram reforçar organizações locais, promover boas práticas agrícolas e valorizar os produtos nacionais.
Foi igualmente reconhecido o trabalho desenvolvido pelas equipas técnicas e pelas associações locais na transformação da realidade agrícola em comunidades como Água Sampaio e Novo Destino.
Para os parceiros, o novo centro representa um investimento direto na qualidade do café santomense e na capacidade dos produtores responderem às exigências dos mercados.
*“Investimentos relativamente modestos podem gerar impactos significativos quando são acompanhados por formação e organização.”*
No encerramento, foi reafirmado o compromisso de continuar a apoiar o setor agrícola como uma área estratégica para o crescimento económico, geração de emprego e melhoria das condições de vida das comunidades rurais.
Com a abertura do Centro de Processamento de Café de Água Sampaio, produtores e parceiros acreditam que se cria uma nova oportunidade para aumentar a competitividade do café santomense e consolidar o desenvolvimento das comunidades agrícolas do país.