Crise no Parlamento termina com retirada da moção de censura do partido ADI ao XIX Governo liderado por Américo Ramos
A sessão plenária da Assembleia Nacional, marcada para a análise da moção de censura apresentada pelo grupo parlamentar do ADI, ficou marcada por suspensão dos trabalhos, troca de acusações entre partidos e forte tensão política. Após alegadas irregularidades relacionadas com mandatos de deputados e falta de quórum, a sessão foi retomada esta terça-feira. No entanto, o ADI acabou por retirar a moção de censura, justificando a decisão com o objetivo de evitar instabilidade política. A retirada gerou reações divergentes do MLSTP e do Movimento Basta, enquanto acusações graves de alegada compra de deputados dominaram o debate político.
Caos no Parlamento trava debate da moção de censura ao Governo de Américo Ramos
A sessão da Assembleia Nacional destinada à discussão da moção de censura ao XIX Governo Constitucional terminou em clima de forte tensão política, marcada por acusações mútuas, divergências jurídicas e interrupção dos trabalhos. O impasse teve início com a contestação da presença de deputados do ADI por alegada incompatibilidade de funções, levando a Presidente da Assembleia a suspender a sessão sem definir o tempo de interrupção. Enquanto parte dos deputados defendia a continuidade dos trabalhos, alegando a existência de maioria absoluta e o fim do prazo legal para a moção, a Conferência de Líderes decidiu adiar a sessão para hoje, quarta-feira, decisão considerada ilegítima por outros parlamentares. O Primeiro-Ministro Américo Ramos rejeitou as acusações contra o Governo, classificou a moção como resultado de conflitos internos no partido no poder e alertou para os impactos políticos do impasse. Com acusações de violação do regimento e desordem no plenário, o episódio expôs profundas divisões no Parlamento e levantou preocupações sobre a estabilidade institucional, a poucos meses das eleições legislativas. A sessão deverá ser retomada esta quarta-feira.
Em plena turbulência na Assembleia Nacional, ADI acusa vice-presidente de usurpação de funções da Presidente, enquanto oposição questiona irregularidade de deputados da ADI
O Grupo Parlamentar da ADI contestou a condução de uma sessão plenária da Assembleia Nacional, acusando o vice-presidente do órgão de usurpação de funções e denunciando a tentativa de forçar quórum com deputados já substituídos. O partido afirma que agiu para travar uma ilegalidade e defende que questões relativas aos mandatos dos deputados, independentemente da força política a que pertençam, devem ser analisadas exclusivamente pelas comissões especializadas, em estrito respeito ao regimento e ao Estado de Direito.
Movimento Basta apresenta nova direção ao Primeiro-Ministro e reforça apelo à paz eleitoral
O Movimento Basta reuniu-se com o Primeiro-Ministro para apresentar a sua nova direção e discutir propostas de governação, a situação energética do país e a importância de eleições pacíficas. O partido destacou a necessidade de serenidade no processo eleitoral e afirmou que divulgará sua posição sobre alterações à Lei Eleitoral em momento oportuno.
Levy Nazaré líder do BASTA participou da cerimônia de cumprimento de Ano Novo ao Presidente da República Carlos Vila Nova e comentou questões institucionais
O presidente do Partido Basta, Levy Nazaré, participou da cerimônia de cumprimento de Ano Novo ao Presidente da República, Carlos Vila Nova, desejando votos de saúde, paz e prosperidade. Sobre a mensagem de final de ano do presidente, Nazaré preferiu não comentar. Em relação à recente presença no país do navio anfíbio russo, criticada pelo ADI, o líder do BASTA destacou a necessidade de seguir a lei, mas lembrou que a Assembleia Nacional frequentemente autoriza navios estrangeiros após atracagem, prática que, segundo ele, não está prevista na Constituição. Ao final, Nazaré deixou votos de um feliz 2026 para todos.
Movimento Basta Visita MLSTP e Destaca Necessidade de Paz e União Política
Uma delegação do Movimento Basta realizou uma visita à direção do MLSTP, reforçando a importância da união entre partidos e do compromisso político com a paz social em São Tomé e Príncipe.