
São Tomé e Príncipe encerrou a Semana da Diplomacia com um apelo claro: reforçar o papel da cultura como instrumento estratégico de projeção internacional e de afirmação da identidade nacional.
Ministra :
“Encerramos hoje um ciclo de celebração, mas renovamos o compromisso de continuar a construir uma diplomacia cada vez mais dinâmica, inovadora e humana, onde a cultura ocupe um lugar central.”

Durante a cerimónia, foram homenageados nomes de referência da cultura santomense, com destaque para Conceição Lima e João Carlos Silva, reconhecidos pelo contributo na valorização e internacionalização da identidade cultural do país.
“A cultura e a diplomacia caminham lado a lado. Cada expressão artística constitui uma mensagem de abertura ao mundo.”
Outro momento marcante foi o reconhecimento do Tchiloli, uma das mais emblemáticas manifestações culturais do país, recentemente valorizada como património imaterial.
Integrante do grupo Tchiloli:
“É um reconhecimento importante, não só para Boa Morte, mas para todo o Tchiloli de São Tomé e Príncipe.”

Apesar do reconhecimento, persistem desafios. Falta de apoio, desmotivação e a saída de jovens do país colocam em risco a continuidade desta tradição.
Integrante do grupo Tchiloli:
“Precisamos de mais engajamento. Queremos levar o Tchiloli às escolas e desenvolver esta prática a nível nacional.”
A programação incluiu ainda exposições e concertos, reforçando a diversidade e vitalidade da criação artística nacional.
Representante institucional:
“A cultura é a expressão mais autêntica da alma de uma nação e um instrumento fundamental da diplomacia.”
Num país insular, a cultura surge como ponte para o mundo. O desafio agora é transformar reconhecimento em ações concretas que garantam a preservação e o futuro das tradições.
A Semana da Diplomacia termina com sinais positivos, mas também com alertas claros: sem investimento contínuo e envolvimento das novas gerações, o património cultural santomense pode enfrentar dificuldades para se manter vivo.