
A cerimónia de abertura do exercício Obangame Express 2026 reuniu entidades militares, diplomáticas e parceiros internacionais, marcando mais uma etapa no reforço da cooperação marítima na África Central e Ocidental.
Segundo a organização, o exercício, financiado pela Marinha dos Estados Unidos, visa melhorar a capacidade de resposta dos países face a ameaças como pirataria, tráfico de seres humanos e pesca ilegal.
“O exercício multinacional Obangame Express tem como fito a segurança marítima na África Central e Ocidental, com o objetivo de melhorar a segurança marítima, com ênfase no combate a crimes tais como pirataria, tráfico de seres humanos, contrabando, pesca ilegal não declarada.”

Além do treino operacional, a iniciativa simboliza um compromisso conjunto entre os países participantes para garantir estabilidade na região.
“Este exercício representa muito mais do que uma simples atividade operacional. Ele simboliza o compromisso coletivo com a segurança marítima, a estabilidade regional e a cooperação entre os Estados que partilham desafios comuns.”
Pela primeira vez, um país africano, os Camarões, lidera o planeamento do exercício, num sinal de crescente protagonismo regional.
“Pela primeira vez, em quinze edições, um país africano assume a liderança do planeamento do exercício. Isso marca o reconhecimento dos esforços sustentados dos países africanos na segurança marítima regional.”
O exercício conta com a participação de 19 países do Golfo da Guiné, além de nações da ONU, Magrebe e América do Sul, reforçando o seu carácter multinacional.
Em São Tomé e Príncipe, as autoridades sublinham a importância estratégica do mar para a soberania nacional.
“Num país insular como o nosso, o mar não representa apenas uma fronteira geográfica. Representa a primeira linha de defesa da nossa soberania e da nossa integridade territorial.”

Face aos desafios crescentes, a Guarda Costeira destaca a necessidade de reforçar meios e cooperação internacional.
“Assistimos ameaças como a pirataria, a pesca ilegal, o tráfico de estupefacientes e o crime organizado transnacional que colocam em risco a nossa economia e a autoridade do Estado.”
Para responder a esses desafios, são apontados três pilares fundamentais: capacidade operacional, formação e cooperação internacional.
“É imperativo reforçar três pilares fundamentais: capacidade operacional, formação e valorização do efetivo e cooperação internacional.”
O impacto económico da pesca ilegal também foi destacado como uma preocupação urgente.
“Um arrastão a pescar ilegalmente durante um ano faz aproximadamente quarenta e oito milhões de dólares. Se houver dez arrastões, são cerca de quatrocentos e oitenta milhões de dólares que o país perde por ano.”
O exercício decorre durante seis dias e inclui simulações de abordagens marítimas, recolha de provas e julgamentos fictícios, preparando os países para levar criminosos à justiça.
No final, foi oficialmente declarada aberta mais uma edição do Obangame Express.
“É com elevada honra e profundo sentido de responsabilidade que declaro aberto o exercício Obangame Express 2026.”

O evento reforça o compromisso de São Tomé e Príncipe com a defesa da soberania nacional e a segurança regional.