Jornalistas, operadores de câmara e outros profissionais da comunicação social participaram num workshop dedicado à Lei da Paridade, com o objetivo de aprofundar o conhecimento sobre a legislação e preparar os profissionais para acompanhar o processo eleitoral.

A iniciativa conta com o apoio do PNUD e pretende reforçar o papel dos meios de comunicação social na promoção da igualdade entre homens e mulheres na vida política.
A consultora do PNUD para apoiar a implementação da Lei da Paridade em São Tomé e Príncipe, Vanilha de Fritado, considera fundamental envolver os profissionais que contribuem para formar a opinião pública.
“Não podíamos fazer esse trabalho de apoio à implementação da Lei da Paridade sem envolver aqueles que têm uma responsabilidade e um contributo grande para dar visibilidade às mulheres na política.”
Vanilha fortado Consultora PNUD

Durante a sessão foram abordadas questões relacionadas com a aplicação da lei, mas também a forma como os meios de comunicação social devem tratar temas de igualdade de género. Entre os assuntos discutidos estiveram a utilização de imagens, o discurso jornalístico e a violência contra as mulheres nos meios de comunicação e nas plataformas digitais.
Para o jornalista Francisco Lima, da Rádio Nacional e da agência de notícias, a comunicação social tem a responsabilidade de divulgar a legislação e contribuir para o seu cumprimento.
“Nós devemos divulgar a lei na sua plenitude, de forma a que a opinião pública nacional conheça o que vem especificado nesta lei.” Francisco Lima, Jornalista

A Lei da Paridade estabelece regras de representação de mulheres e homens nas listas eleitorais. Segundo os participantes, o cumprimento dessas regras deve ser acompanhado no processo de apresentação e registo das candidaturas.
O radialista Daniel Cacel, da Rádio Jubilar, destacou também o papel dos jornalistas na explicação da legislação à população, de forma simples e independente.
Daniel, Radialista
“Nós, pela nossa posição, pela nossa neutralidade e pela nossa independência, podemos ser instrumentos eficazes da publicitação da Lei 11/2022.”

A organização espera que, depois da formação, os profissionais estejam melhor preparados para informar sobre a Lei da Paridade e acompanhar as listas que serão apresentadas às próximas eleições, particularmente no que diz respeito à igualdade de género.

O objetivo é que a comunicação social contribua para uma maior consciência cívica e para uma cobertura eleitoral baseada no rigor e na igualdade.