São Tomé e Príncipe assinalou os 51 anos da Independência Nacional com uma celebração marcada por mensagens de reflexão, união e esperança no futuro. O momento reuniu autoridades, artistas e cidadãos na Praça da Independência, num ambiente de homenagem à história do país e aos protagonistas da luta pela liberdade.

Para o Presidente da República, a data representa uma oportunidade para olhar para o caminho percorrido desde a independência e analisar os avanços, mas também os desafios que continuam a marcar a sociedade santomense.
Segundo o chefe de Estado, o quinquagésimo primeiro aniversário deve ser encarado como um momento de memória e responsabilidade, reconhecendo o contributo daqueles que lutaram pela conquista da liberdade.
“É um momento de reflexão sobre aquilo que fizemos menos bem, aquilo que fizemos bem, e reconhecer que houve quem lutou para que estivéssemos em liberdade hoje”, afirmou.

O Presidente destacou ainda a importância de preservar os valores conquistados e deixar um legado positivo para as novas gerações.
“Cabe-nos também deixar um legado, fazer o melhor que pudermos para que as novas gerações possam dar o seu contributo e termos um país melhor”, declarou.
Ao abordar os desafios atuais do país, apontou áreas como a justiça, o desenvolvimento social, o emprego jovem, o empreendedorismo e o reforço das condições para atrair investimento.
Para o Presidente, o Estado não pode enfrentar sozinho todos os desafios nacionais, defendendo uma participação conjunta da sociedade na construção do futuro.
“É preciso criarmos condições para uma elevação cívica, económica e financeira do nosso país”, sublinhou.
Durante as celebrações, o primeiro-ministro destacou a união como um dos principais elementos necessários para o desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.
Questionado sobre o lema dos 51 anos de independência — “Identidade, Memória e União” — o governante considerou a união como o valor mais importante para o momento atual do país.
“A união é o que nós estamos a precisar. Nenhum país desenvolve sem união”, afirmou.

O primeiro-ministro defendeu que a mensagem da comemoração deve servir como exemplo para todos os santomenses, reforçando a necessidade de maior aproximação entre cidadãos e instituições.