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Taxistas pedem congresso eletivo e contestam a atual direção associação da classe

Um grupo de delegados da Associação dos Taxistas de São Tomé e Príncipe anunciou a realização de um congresso eletivo para o próximo domingo, 5 de julho, com o objetivo de reestruturar os órgãos dirigentes da organização. O anúncio foi feito durante uma conferência de imprensa por Cristiano Alves, taxista, proprietário e representante da Praça de Guadalupe.


Segundo Cristiano Alves, a iniciativa pretende mobilizar todos os profissionais do setor para participarem no congresso, garantindo que nenhum taxista deve sentir receio de comparecer.


"A associação é dos taxistas. São os taxistas que formam a associação. Sem os taxistas não há associação. Por isso, nenhum taxista deve sentir medo de vir ao congresso, porque ele pertence a todos nós"


O porta-voz explicou que o congresso tem como principal finalidade eleger uma nova direção, alegando que o atual órgão dirigente foi escolhido sem respeitar os procedimentos previstos nos estatutos da associação.


"Quando analisamos os estatutos, verificamos que a eleição não cumpriu os princípios estatutários. Para realizar uma eleição era necessário convocar um congresso eletivo, divulgar a data e apresentar formalmente os candidatos. Isso não aconteceu"


Cristiano Alves acusou ainda a atual direção de tomar decisões sem consultar os associados. Entre as principais críticas está a imposição de uma quota mensal, inicialmente fixada em 200 dobras e posteriormente reduzida para 100 dobras, sem aprovação em assembleia geral.


"Os estatutos dizem que as quotas devem ser aprovadas numa assembleia. Isso não aconteceu. As decisões foram tomadas unilateralmente, como se a associação fosse uma empresa"


Outra das reclamações apresentadas diz respeito à exigência de validação da documentação dos taxistas pela associação antes da legalização das licenças junto do Ministério dos Transportes.


"Criaram uma orientação segundo a qual nenhum proprietário pode legalizar a sua guia de aluguer sem primeiro obter o carimbo da associação. Contestámos essa medida, mas ela continua em vigor"


Durante a conferência, Cristiano Alves afirmou ainda que o atual presidente da associação se encontra fora do país há cerca de seis meses, situação que, segundo ele, contraria os estatutos da organização.


"O presidente trabalha na Alemanha e está ausente há cerca de seis meses. Os estatutos estabelecem regras para o funcionamento da direção, e entendemos que essa situação deve ser analisada"


Questionado sobre a legalidade do congresso, o representante dos delegados garantiu que todos os procedimentos previstos foram cumpridos, incluindo a divulgação pública da convocatória e a comunicação às instituições competentes.


"Publicámos o anúncio na rádio, informámos todas as praças de táxis e enviámos cartas à atual direção, ao sindicato e às instituições que devem ter conhecimento do congresso"


Até ao momento, a direção atualmente em funções da Associação dos Taxistas de São Tomé e Príncipe não reagiu publicamente às declarações apresentadas pelos delegados durante a conferência de imprensa.