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Forças de Defesa e Segurança abatem mais de cinco terroristas em Macomia


As Forças de Defesa e Segurança (FDS) de Moçambique, em coordenação com as forças do Ruanda, que apoiam o País no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado, abateram, esta semana, mais de cinco terroristas durante uma operação de patrulhamento realizada nas matas do distrito de Macomia.

A operação decorreu no Posto Administrativo de Mucojo, concretamente nas aldeias de Cogolo e Ingoane, apontadas pelas autoridades como actuais redutos dos grupos insurgentes. Segundo fontes locais, o confronto ocorreu na noite de quinta-feira, no decurso de uma acção de patrulhamento militar destinada à localização dos elementos terroristas.

As fontes indicam ainda que, no âmbito das operações em curso, as FDS já abateram cerca de dez insurgentes nas últimas duas semanas. As acções inserem-se na estratégia de reforço da segurança, protecção das populações e criação de condições para o regresso gradual dos deslocados às suas zonas de origem.

Entretanto, informações divulgadas por órgãos de comunicação social locais indicam que a situação de segurança na localidade de Miangalewa regista sinais de estabilização. Os residentes retomaram progressivamente as suas actividades quotidianas, incluindo a agricultura, o pequeno comércio e outras formas de subsistência, numa tentativa de restabelecer a normalidade após os recentes ataques.

O movimento de pessoas e bens voltou igualmente a ser observado naquela região, reflectindo uma recuperação gradual da vida comunitária, embora as autoridades mantenham as operações de vigilância e patrulhamento para prevenir novas incursões dos grupos armados.

As incursões terroristas em algumas zonas da província de Cabo Delgado tiveram início em Outubro de 2017 e, desde então, têm afectado de forma recorrente distritos como Macomia, Mocímboa da Praia, Palma, Quissanga, Muidumbe, Nangade e Meluco. Em resposta, as autoridades moçambicanas, com o apoio de forças parceiras internacionais, prosseguem operações militares para combater a insurgência e restabelecer a segurança nas áreas afectadas.


Por Elton Mabjaia