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Novo líder da ADI promete reconstruir a democracia e unidade no seio do partido

O Tribunal Constitucional reconheceu oficialmente a eleição de Américo Ramos como presidente do Partido de Acção Democrática Independente (ADI), através do Acórdão n.º 28/2026. A decisão valida igualmente a eleição do primeiro e da segunda vice-presidentes, bem como dos novos membros do Conselho Nacional do partido.


Na sua primeira declaração pública após a decisão judicial, Américo Ramos dirigiu-se ao povo são-tomense, aos militantes e simpatizantes do ADI, afirmando que a validação da nova liderança representa "o sucesso de uma causa colectiva", construída com coragem, respeito pela legalidade e espírito de equipa.


O novo presidente recordou que a sua candidatura à liderança do partido foi apresentada em novembro do ano passado e reconheceu que o processo foi marcado por diversos desafios. No entanto, destacou que foi possível ultrapassar os obstáculos através da união, do respeito pelas normas e do compromisso dos militantes.


Américo Ramos agradeceu o apoio recebido durante todo o processo e dirigiu igualmente uma mensagem aos membros que defenderam posições diferentes, apelando à reconciliação e à construção de uma nova etapa para o partido.


Durante o discurso, defendeu que o ADI deve reforçar a democracia interna, respeitar integralmente os seus estatutos e promover uma cultura política baseada no diálogo e no consenso. Sublinhou ainda que, num Estado de Direito, nenhuma pessoa ou partido está acima da Constituição e das instituições da República, defendendo que as decisões judiciais devem ser respeitadas, mesmo quando existam opiniões divergentes.


O presidente do ADI considerou que o partido deve abandonar práticas políticas do passado e adaptar-se às exigências da sociedade actual, promovendo uma organização mais democrática, aberta e participativa.


Como prioridades da nova liderança, anunciou cinco compromissos fundamentais: reconstruir a unidade interna através do diálogo; devolver o funcionamento democrático aos órgãos do partido; valorizar o mérito na escolha de dirigentes e candidatos; reforçar a transparência na gestão financeira e organizacional; e preparar uma nova geração de líderes, envolvendo jovens, mulheres, quadros, militantes históricos, estruturas distritais, a Região Autónoma do Príncipe e a diáspora.


Américo Ramos afirmou ainda que trabalhará para ultrapassar o actual impasse político interno, reunificar as diferentes sensibilidades do ADI e colocar o interesse nacional acima das divergências partidárias.


Na parte final da sua intervenção, apelou aos restantes partidos políticos e aos órgãos de soberania para que contribuam para um ambiente de estabilidade institucional, respeito pelo Estado de Direito Democrático e fortalecimento da confiança entre os actores políticos.


Encerrando o discurso, reafirmou o compromisso do ADI com a serenidade, a responsabilidade e o progresso, defendendo que São Tomé e Príncipe deve avançar através do diálogo, da estabilidade e de um compromisso permanente com o bem-estar do povo.