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Seis roças de São Tomé e Príncipe classificadas como Património Mundial da UNESCO

Decisão histórica reconhece o valor cultural e histórico das antigas roças de São Tomé e da ilha do Príncipe durante a 49.ª sessão do Comité do Património Mundial, na República da Coreia.


São Tomé e Príncipe alcançou este sábado, 26 de julho, um marco histórico com a inscrição de seis antigas roças na Lista do Património Mundial da UNESCO. A decisão foi aprovada durante a 49.ª sessão do Comité do Património Mundial da UNESCO, que decorre em Busan, na República da Coreia.


As roças Monte Café, Água Izé, Diogo Vaz e São João, localizadas na ilha de São Tomé, bem como as roças Sundy e Belo Monte, na ilha do Príncipe, passam agora a integrar o restrito conjunto de bens reconhecidos pela UNESCO pelo seu valor universal excecional.


A sessão contou com a participação da ministra da Educação, Ciências, Cultura e Ensino Superior, Isabel Viegas de Abreu, que saudou a decisão do Comité, considerando tratar-se de um momento histórico para o país.


Segundo a governante, a inscrição representa "uma nova página na história do nosso país", sublinhando que o reconhecimento internacional não apaga o passado doloroso associado às roças, marcado pela exploração laboral e pela migração forçada, mas presta homenagem à resistência, à resiliência, à coragem e à dignidade das mulheres e dos homens que ali viveram e trabalharam.


Isabel Viegas de Abreu destacou ainda que este reconhecimento honra igualmente os descendentes dessas comunidades, que continuam a preservar e valorizar o legado histórico, cultural e humano das antigas plantações.


A classificação das seis roças como Património Mundial reforça a projeção internacional de São Tomé e Príncipe, ao mesmo tempo que cria novas oportunidades para a preservação do património, o desenvolvimento do turismo cultural e a valorização da memória coletiva do arquipélago.


A decisão da UNESCO representa um dos mais importantes reconhecimentos internacionais do património histórico e cultural santomense, consolidando o papel das antigas roças como testemunhos da história, da identidade e da evolução social do país.